sábado, julho 07, 2012


Na vida quase tudo se repete, quase tudo acontece de novo na mesma ordem e sequência, é assim que os homens da filosofia pensam e  falam. É, no fundo, a expressão mágica do Eterno Retorno.
Lembrei-me disto a propósito destas fotos (publicadas no facebook pelo meu amigo Silvério Leal) do Viking, um barco da Arte Xávega que com muito orgulho e vaidade fui convidade para padrinho.
Quando era criança havia na Praia da Vieira dois grandes barcos da Xávega - o Falcão e a Redinha. As crianças da minha idade dividiam-se no apoio a um ou a outro, revivendo velhas rivalidades clubisticas. O mais popular, lembro-me, era a Redinha, tinha o apoio do pessoal do "sul", onde vivia grande parte da população da praia. Eu sempre fui do Falcão, pintado de amarelo e azul, tinha o essencial, o emblema do Benfica. Mais de 40 anos depois, os barcos da Xávega retomam o mesmo tamanho e as mesmas cores, mas os jovens já não rivalizam com barcos. Tudo muda, afinal, sem deixar de continuar na mesma.


João Paulo Pedrosa

2 Comments:

At 8/7/12 19:23, Blogger Flor do Liz said...

E lembras-te da cantiga do Toino Tolo, sobre estes dois barcos?

A Redinha foi ao mar
o Falcão ficou em terra
a Redinha é um homem
o Falcão é uma merda

Ele seria fã da Redinha...

 
At 13/7/12 10:06, Blogger Nuno Miguel Pedrosa said...

Uma das coisas boas dos dias que correm é que algumas tradições começam a ser retomadas.

Pena tenho que não seja do mesmo modo como antigamente, mas também depende de nós embelezar a coisa e aos poucos tentar trazer os sentimentos de antigamente :)

 

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