segunda-feira, julho 25, 2011

Ainda a procissão não vai no adro

e já quase não são suportáveis, apenas num mês, as contradições entre o que diziam na oposição e fazem no governo.
Há muito, na verdade, que uma regra de equilíbrio político estabelece que o presidente da Caixa Geral dos Depósitos seja uma personalidade do principal partido da oposição. Não há memória desta regra ter sido quebrada, muito menos em tempos de maiorias absolutas. Foi-o agora!
Após ter conquistado o velho sonho de um governo, uma maioria e um presidente, o PSD não se contenta apenas com essa escassa total parcela poder. Quer mesmo o poder absoluto, sem controlo, equilíbrio ou moderação, já que acabou de indigitar Faria de Oliveira (ex-ministro do PSD nomeado por Sócrates) para presidente da CGD e ainda mais duas personalidades do PSD para lugares chave no maior banco português. Depois de ter andado a dizer, durante a campanha eleitoral, que não ia para o governo para substituir os "boys" do PS pelos do PSD, eis que Passos Coelho não pode, de facto, ser acusado de mentir. É que tratou mesmo foi de substituir os "boys" do PSD, pelos do PSD. 
Não sei se Alberto João Jardim não começa a ter razões de queixa, ao menos lá sempre há o Diário de Notícias!


João Paulo Pedrosa


João Paulo Pedrosa