terça-feira, junho 07, 2011

O dia seguinte


O país virou à direita, como nunca antes o tinha feito e, daqui a 6 meses, temos toda a gente na rua, tão simplesmente porque o programa do PSD não de adequa ao país que temos. O PS, na oposição só deve estar comprometido com aquilo que assinou internacionalmente, nem uma virgula ou um cêntimo mais, e nós sabemos como Passos Coelho pretende ir ainda mais longe.
Para além dos compromissos internacionais, na oposição, o PS deve agora concentrar a sua actuação numa clara e inequívoca opção doutrinária, a saber, telegraficamente:
- Valorizar o papel do Estado naquilo que ele é garantia de diminuição das desigualdades sociais e de serviço público aos cidadãos contra a fúria liberalizadora e privatizadora do governo PSD/CDS ;
- Colocar as empresas no centro dos factores decisivos para a recuperação da economia, criação de emprego e bem estar social;
- Pugnar por uma organização social simplificada que favoreça o apoio às famílias na sua diversidade, às famílias com filhos e às famílias com idosos a cargo, em particular.
- E um combate pela decência pública e de cidadania, contra a corrupção, contra o trafico de influências, combatendo as assimetrias e a protecção dos poderosos.
 Do resto encarregar-se-à o PSD e o CDS
Ser socialista é isto mesmo, uma luta permanente contra a desigualdade.


João Paulo Pedrosa