domingo, fevereiro 27, 2011

Judeu errante

 ainda há pouco em Alvaiázere para inaugurar a sede do PS. Num dos territórios mais difíceis para o Partido Socialista, há hoje uma concelhia cheia de jovens, liderados pela dinâmica imparável da Paula Reis e um sentimento profundo de isolamento e interioridade que nos toca particularmente. Contra isto não há resignação mas esperança, todos eles têm esperança que vão conseguir fazer daquela terra um melhor lugar para viver. Esperança é, pois, simultaneamente, a mais difícil e a mais exaltante expressão dos dias de hoje.
Parabéns por isso também!


João Paulo Pedrosa

sábado, fevereiro 26, 2011

A Naifa - Desfolhada Portuguesa (Faro)

sábado, fevereiro 19, 2011

Mario Soares e a agressão na Marinha Grande


Há 25 anos atrás, Mário Soares é vítima de uma emboscada do PCP (aka sindicato vidreiro) na Marinha Grande e esse é, sem dúvida, o momento decisivo de viragem da sua primeira campanha presidencial. Circunstâncias que me mostram a mim, um jovem imberbe e assustado a gritar esganiçadamente (nesta página, clicar onde diz vídeo e, por volta do minuto quatro, da reportagem ele aparece) levam-me a partilhar com os leitores esse momento histórico, já que a ele, por forças das imagens, claro está, sou sistematicamente impelido a apresentar relatos individualizados. Fica, portanto, aqui um pouco dessa história.
Nessa época, a Marinha Grande era uma cidade capturada pelas “massas operárias” do PCP. Grandes fábricas vidreiras obsoletas empregavam milhares de pessoas, desde tenra idade, e a ausência de gestão e liderança nas mesmas transformaram-nas no principal elemento de resistência de rua aos governos, quaisquer que eles fossem a ponto de, nessa época, ter sido colocada uma placa à entrada da cidade a dizer Moscovo. 
Foi neste ambiente carregado que estudei na Escola Secundária e, foi lá também, que escrevi o meu primeiro artigo contra o comunismo na revista da escola – a Visão – que me granjeou, de imediato, o ostracismo da professora de inglês, mulher de um conhecido advogado, velho companheiro de causas do PCP.
Como é fácil de imaginar, o PS e os socialistas, eram o principal alvo de ataques do PC. Faziam-se piquetes nocturnos para que a festa anual do PS, nas Árvores, em S. Pedro de Moel, não fosse vandalizada e a romagem de uma delegação de socialistas ao cemitério local para homenagear os resistentes do movimento do 18 de Janeiro de 1934 era recebida, quase sempre, à porrada pelos vendilhões da doutrina comunista local.
Foi, pois, neste ambiente de profunda hostilidade que iniciei a minha actividade política, sendo certo também, que este clima pesado aguçava, ao limite, o nosso desejo de confrontação política que era, como não podia deixar de ser, física e pessoal.
É neste quadro que se dá a campanha presidencial.
No PS não havia ninguém para conduzir o velho Mini Morris azul do Zé Manuel Fernandes para anunciar a vinda de Mário Soares. Ofereci-me de imediato. Eu e o meu primo “Quim Gaiteiro”, na véspera, calcorreámos a cidade a anunciar a visita sob forte contestação das milícias do PC que, à porta das fábricas (IVIMA, Manuel Pereira e CIVE), tudo arremessavam contra o velhinho Mini
No fim do dia, sãos e salvos, rejubilámos com o feito. Voltamos a casa com o propósito de voltar no dia seguinte para reforçar o anúncio da vinda de Mário Soares. Pouco tempo antes da chegada, vindos da Vieira, no Citroen 2 cv amarelo do Paulo Vicente, já não conseguimos passar. Junto à sede do Sindicato Vidreiro centenas de pessoas, munidos com todo o tipo de utensílios próprios das manifestações do PC, deslocavam-se para a Praça Stephens, local da chegada. Parámos logo ali e já não chegámos à sede do PS onde era suposto pegar no Mini Morris que tinha a aparelhagem de som. Foi, pois, o Zé Manel que na minha ausência pegou no carro e que, sem dúvida, com grande coragem física, fez os últimos momentos do anúncio da visita. Foi agredido brutalmente e ainda teve tempo de se deslocar à Martingança, meia dúzia de km mais à frente, para dizer a Mário Soares que se continuasse a viagem o matavam.
Soares ouviu e prosseguiu a sua viagem, naturalmente.
Este é o momento e a decisão que conta.
O resto interessa pouco, já muito pouco.


João Paulo Pedrosa

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

Pintar a cara de preto

Começa a ser insuportável ouvir, ver e ler a nossa imprensa económica e alguns dos seus comentadores, sobretudo, porque isso nunca tem consequências nem na qualidade e rigor da informação nem, sequer, na correcção dos disparates reiteradamente ditos.
Com efeito, hoje de manhã, o Jornal de Negócios, informa:
- Juros da dívida portuguesa devem subir no leilão que vai decorrer esta manhã;
Ainda no jornal da manhã, o Jornal Económico diz:
- Contactados pelo nosso jornal analistas dizem que não vamos evitar juros acima dos 4%;

Às 10.40 da manhã, o mesmo jornal, na edição on-line, assinlá-la:
- Governo coloca dívida com juros abaixo do esperado e num valor abaixo à do mês de Janeiro.


João Paulo Pedrosa

Ferrolho

A extrema esquerda em Portugal, o PCP e o BE, procuram liderar todos os movimentos sociais de insatisfação face à situação difícil em que se encontram as novas gerações neste mundo globalizado. É vê-los, pois, a associarem-se a esse novo fenomeno de "manifestações de sofá" convocadas através das redes sociais, procurando com isso parasitar, como dizia António Costa, a desgraça alheia.
Acontece que, ninguém como estes partidos, são tão responsáveis pelas dificuldades com que os jovens se confrontam hoje. Efectivamente, ao pedirem tudo para todos, sem rigor nem critério e ao pretenderem sempre blindar os direitos dos que já têm boas almofadas sociais, em detrimento dos que procuram entrar agora no mercado de trabalho ou o fazem de forma precária, esquecem-se que estão eles próprios a contribuir para essa mesma desgraça.


João Paulo Pedrosa

domingo, fevereiro 13, 2011

A moral da arte reside na sua própria beleza

Na quinta-feira, enquanto o moralista Louçã se entretinha com, mais uma, demonstração da sua fealdade política, andei a mostrar a Assembleia a uns amigos, nunca deixo de os levar aqui, à cúpula que envolve a sala de sessões, além de muito bonita é uma obra notável. Numa das fotos, por uma das aberturas ainda é possível ver os deputados lá em baixo no hemiciclo.


João Paulo Pedrosa

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Não perdes pela demora

Daniel Oliveira, fundador do BE, arrasou, agora mesmo na SIC-N, a decisão do partido de apresentar uma moção de censura. Nesta crítica não ficou pedra sobre pedra, ajuste de contas histórico com o PCP, desnorte, política para a televisão, irresponsabilidade e ausência de qualquer crédito de confiança. Nunca, nem mesmo pelos seus opositores, o BE foi tão bem caracterizado já que nas críticas alheias dá-se atenção apenas a uma destas verdades e nunca se referenciam todas em conjunto. Conhecendo o carácter político daquelas personalidades e o seu histórico, a Daniel Oliveira vai ser dado o mesmo tratamento que  foi dada a Joana Amaral Dias. Preparem-se!


João Paulo Pedrosa

Rasputin Louçã

Não só pela irresponsabilidade e falta de pudor que demonstrou ontem, mas também por tudo o que tem sido a sua indecorosa acção política, não encontro outro personagem histórico que se aproxime tanto da perversidade política de Louçã como Rasputin, o monge místico russo, venerado por alguns que o achavam até com capacidades para prever o futuro e que, há medida que foi ascendendo na hierarquia do poder dos czares, se deslumbrou com o seu poder e influência, a ponto de se proclamar o próprio Czar. A farsa e a perversidade (Rasputin) conduziu-o a um fim trágico.
Salvaguardando os contornos de ordem histórica e pessoal, estou em crer que Louçã, do ponto de vista político, acabará também assim. Merece!


João Paulo Pedrosa

terça-feira, fevereiro 08, 2011

O Big Brother

O Vereador Paulo Vicente é um verdadeiro Big Brother, não só coloca no facebook, de meia em meia hora, fotos da sua intensa actividade autarquica, como já percorre, de avião, o território do concelho para se dar conta das suas insuficiências. Numa delas tirou fotos da minha aldeia com a minha casa (perdão, do BES) na imagem, espero que se tenha dado conta mesmo das necessidades e que, ao contrário de outros, não conheça a realidade da sua terra só de avião. Mas ele não é desses...


João Paulo Pedrosa

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Trabalho e lazer

Hoje, depois de uma reunião em Alcobaça com profissionais de saúde, demos um saltinho à Nazaré registando o momento que aqui, com todo o gosto, compartilhamos.


João Paulo Pedrosa

Nazaré, uma dádiva da natureza



João Paulo Pedrosa

sábado, fevereiro 05, 2011

O rio Lis

é a principal fonte inspiradora do meu imaginário infantil, mais até, confesso, que o próprio mar, do qual nasci, aproximadamente, a escassos quarenta metros de distância.
É que durante a escola primária, na parte da tarde, à saída, o destino não era a casa, mas o rio. Lá para a zona do cais do ribeiro da tábua, o silêncio da vegetação ripícola contrastava com dez ou vinte garotos a tomar banho na maré vazia do rio. E a água era bem mais quente que a do mar. Era já da poluição, dizem. Talvez por isso, digo com piada, tivesse crescido tanto.

Por isso, ao vê-lo agora mais cuidado, mais limpo e, como a foto demonstra, mais aprazível, não posso deixar de me reconfortar com isso.


João Paulo Pedrosa