quarta-feira, novembro 24, 2010

Um dia de greve geral





Sou sindicalizado e considero a greve um direito legítimo dos trabalhadores para alcançar os seus objectivos. No momento difícil em que Portugal e o mundo se encontram, o mais importante ainda é conservar o emprego e assim garantir a subssistência de cada um e das suas famílias. Para garantir isso é preferível, na administração pública, diminuir os salários a quem ganha mais, do que prescindir dos seu trabalho. Lá chegará o tempo, infelizmente, em que a direita desejará concretizar este propósito. A ver vamos.

(fotos de hoje de manhã onde se vê a cidade a trabalhar normalmente)


João Paulo Pedrosa

4 Comments:

At 24/11/10 23:48, Blogger António Cerca said...

Este post é a prova provada da velha máxima que diz, "que uma imagem vale mais que mil palavras". Em quatro fotografias com aspectos de Lisboa, encontrar apenas duas pessoas e a seguir afirma que a cidade trabalhava normalmente, é obra!...
Lá diz o povo que cego é aquele que não quer ver.

 
At 25/11/10 10:19, Blogger Praça Stephens said...

meu caro Cerca
obrigado pelo comentário, mas não se tratam de duas pessoas, aquilo q pretendi nostrar, ao longo de uma rua, foi q a vida funcionou normalmente, os transportes a rolar, o talho a ser abastecido, o gás entregue e pessoas a trabalhar. bem sei q professores, médicos, enfermeiros e juízes, sobretudo, fizeram greve, naturalmente entendem q há outro caminho, se for melhor, que venha ele.
abraço

 
At 25/11/10 19:12, Blogger António Cerca said...

Não pretendo polemizar sobre a questão da Greve Geral, mas mais uma vez a experiência nos diz que cada um vê aquilo que quer.
Gostei dessa identificação de determinados grupos profissionais como os principais "fazedores" da greve, porventura pertenceremos ( no meu caso - os professores) aos privilegiados que serão excepcionados nas medidades de controlo do défice, apresentadas pelo governo e religiosamente votadas pelos senhores deputados.
Só viu escolas e serviços de saúde fechados quem não precisou de andar de metro, autocarro, comboio, avião, etc. É verdade que a greve teve mais efeitos no sector público do que no privado, como era de esperar. As condições do exercício dos seus direitos são diferentes, apesar de tudo, melhor no público do que no privado. Mas quando todos os "malfeitores" que agora fizeram greve, estiverem em contratos precários e/ou recibo verde, a greve será muito mais reduzida, não tenhamos dúvidas. E também já faltou mais...
Há uma coisa que posso garantir: no dia da greve, a mesma fotografia tirada na zona de comércio da vila de Ansião (que vem conheces) teria de certeza mais gente.

 
At 26/11/10 10:34, Blogger Praça Stephens said...

Caro amigo

é sempre um prazer acolher os seus comentários aqui no Praça. Eu nunca disse q quem vê reduzido o salário é privilegiado, eu tb sou objecto de cortes quer nesta função, quer se estivesse na minha profissão. A verdade é que nas condições difíceis do país é preferivel isto ao Estado deixar de ter condições para pagar salários e pensões aos seus servidores.
abraço e volta sempre

 

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