segunda-feira, setembro 06, 2010

Pequeno ensaio sobre a dádiva


Sinto-me (quase sempre) num doloroso estado de alma nestes momentos. A partilha anda, paradoxalmente, de mãos dadas com o egoísmo. Reparem.
O D. José, assim mesmo, sem link nem morada, é um f-a-b-u-l-o-s-o restaurante no Bombarral. No rés-do-chão de uma casa de habitação, lá estão, para nos regalar a vista, logo à entrada e debaixo da escada que dá para o primeiro andar, as inúmeras recomendações do Guia Michelin e não é para menos. É tudo fantasticamente bom, o pão, a manteiga, as azeitonas, os panados de linguado, o tártaro, as alcaparras, a feijoada, as lulas de peniche fritas, a mousse de manga com frutos silvestres, o vinho e até o imperdível final com a inigualável e caseirinha aguardente amarela.
Mas por favor, agora que partilhei, generosamente, convosco, este segredo, peço-vos encarecidamente, não invadam o D. José, não façam fila com uma senha de inscrição tirada à porta, nem se espojem pela rua fora com a avidez do fim dos stocks nas épocas de saldos. É que para se gostar do D. José é preciso mantê-lo tranquilo - não digam a ninguém!



João Paulo Pedrosa

2 Comments:

At 7/9/10 09:48, Blogger jorge gabriel said...

Tenho a certeza que o Sr. José Louro, não se aborrece por pedires que o D. José continue tranquilo, sem filas à porta. Além da boa cozinha, o que o Sr. Zé proporciona aos seus clientes/amigos é uma óptima hospitalidade. Sem essa tranquilidade como poderá continuar a conversar connosco e a oferecer-nos a sua "amarelinha" no final ....?
J. Gabriel

 
At 7/9/10 23:26, Blogger Praça Stephens said...

deus te oiça, caro amigo, deus te oiça :)

 

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