quarta-feira, agosto 11, 2010

Eu bem queria ser progressista...


Há, mal ou bem, uma ideia de progresso nas sociedades ocidentais. Há até aquele brincadeira que se conta, de um filho ter perguntado ao pai, se era verdade que os pais sabiam sempre mais que o filhos, ao que este lhe responde afirmativamente. De seguida pergunta quem inventou a máquina a vapor, James Watt, responde o extremoso pai, ao que aquele lhe volta a perguntar, então porque é que não foi o pai dele?

Todavia, olhando para esta foto do meu pai, tirada ainda há pouco na praia, quase nos 75 anos, com mais de 60 no mar, ao mesmo tempo que observo a alegria transbordante dos meus filhos junto dele, sinto que esta ideia de progresso é, quanto muito, um grande sentimento de impotencia perante o sentido e o valor concreto da vida, de algumas vidas. Das vidas vividas assim. Inatingíveis, de facto!



João Paulo Pedrosa

1 Comments:

At 12/8/10 13:32, Blogger Xareu said...

Sem duvida que há vidas de tal forma vividas que não fazia sentido vivelas doutra forma,como é este o caso. Mas que o progresso não chegue em demasia ás nossas tradições piscatorias para que as vidas vividas como a do teu pai, tão rica de histórias e de feitos que o nosso mar proporciona, não sejam apenas historias e vidas que não poderão ser vividas por gerações futuras.

 

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