domingo, abril 25, 2010

25 de Abril 2010 - Notas soltas

Hoje, como em poucas vezes se terá visto, estivemos em presença de discursos de ruptura, como que a anunciar um tempo novo na clarificação política em Portugal.

Rosas, um ícone da esquerda revolucionária mais radical, a anunciar a chegada (próxima) do poder para todos os naufragados do totalitarismo comunista, agora que se reclamam socialistas e social-democratas. Nda mudou afinal, ontem, como hoje, o mesmo deslumbramento, sempre longe do povo...
O CDS assustado com a "pilhagem" que o PSD se prepara para fazer nas suas hostes, enerva-se. Hoje, foi um pouco penoso ver a cada frase de coisa nenhuma, os aplausos frenéticos de Portas.
O PCP livrou-se dos jovens "pioneiros" que enxameiam o grupo parlamentar e apostou no seguro, José Soeiro, a mostrar que o PCP não quebra nem cede.
Aguiar Branco, o radical, fez o que se esperava a Passos Coelho, contra o Estado regulador, contra a Constituição, contra o Estado social, desde que Pedro Arroja abandonou o palco mediático em Portugal que não se via nada assim. Ao menos clarifica, vamos ver é por quanto tempo...

João Soares foi institucional, fez a apologia dos valores e da governação de esquerda e lembrou Manuel Alegre. Certeiro.

O Presidente Jaime Gama, a propósito das presidenciais falou de prudentes e de impacientes. Sabendo, como sabemos, que o nosso presidente é um grande político da meta linguagem, nem sequer me atrevo a interpretações.

O PR fez o que se esperava e, ao contrário do que disseram por aí, houve muitos socialistas a aplaudir o PR, não o candidato Cavaco Silva, mas o Presidente da República.



João Paulo Pedrosa