sexta-feira, outubro 30, 2009

Da responsabilidade da estabilidade governativa


O governo de maioria relativa de José Sócrates vai apresentar-se ao Parlamento e ao país, na próxima semana, tendo em conta as novas condicionantes do quadro político saído das últimas legislativas. É óbvio que Sócrates vai ter de prosseguir o caminho das reformas e da modernização que o eleitorado sufragou com uma vitória clara.
Daí a necessidade de definir com clareza as prioridades na acção imediata, designadamente as que passam pelas medidas de combate à crise, com acento especial nas medidas de modernização económica e da sociedade que potenciem a criação sustentada de emprego. E sempre sem esquecer o fomento de medidas de justiça social que combatam as desigualdades em todos os planos e sectores.
Óbvio se torna que Sócrates terá de manter toda a sua atenção também no controlo do défice, embora deva aproveitar todas as medidas de flexibilidade que a União Europeia, mercê da crise, tem vindo a propiciar.
Mas, evidentemente, tal como o asseverou no discurso de posse do governo, o primeiro-ministro, face ao novo quadro parlamentar, terá de fazer uma forte aposta no diálogo político e social, sem peias e sem preconceitos, sabendo que por vezes, “mais vale um mau acordo que uma boa demanda”, mas sempre estribado na ideia de que não pode comprometer o programa sufragado em 27 de Setembro, e menos ainda a estratégia reformista e de modernização com que se candidatou ou os valores imanentes e referenciais de um grande partido da esquerda democrática, como é o Partido Socialista.
Tudo o mais, como o despique acalorado no parlamento, as “ameaças” e pressões próprias da oposição, ou as eventuais tentativas de derrubar o governo, devem sempre ser encaradas com a serenidade de quem está consciente de que as coligações negativas das oposições podem parar tal ou tal lei, mas pagarão elevado preço se ousarem pôr em causa um governo legítimo, especialmente se tal contribuir para atrasar a superação da crise e todo o seu cortejo de dificuldades.
Sim, a responsabilidade da estabilidade governativa no quadro político de maioria relativa consubstancia-se numa responsabilidade também partilhada pelas oposições…e quem pisar o risco pode vir a deparar-se no dia seguinte com um grupo parlamentar muito mais reduzido do que tem hoje.
É a nossa história democrática que o demonstra em diversos momentos.




(Excerto de texto publicado no Jornal de Leiria de 29/10/2009)






Osvaldo Castro

Do simbólico das vitórias em Leiria e na Marinha Grande



As vitórias do PS nas autárquicas de Leiria e da Marinha Grande, para além de Castanheira de Pêra e Porto de Mós, revestem-se de um significado indiscutível, especialmente a de Leiria, que marcou a primeira derrota da direita na capital do distrito, em democracia.
Claro que as divergências internas no PSD/Leiria, como, aliás, no PCP/Marinha Grande, foram caldo de cultura que propiciou que os candidatos socialistas pudessem desferir verdadeiros “golpes de morte” nos momentos decisivos em que os adversários estavam mais tolhidos pela controvérsia e pela divisão.
Mas, reconheça-se, o povo de Leiria estava cansado daquele PSD e optou pela alternativa de combate que Raul de Castro vinha protagonizando há três porfiados mandatos. Algo de semelhante terá ocorrido na Marinha Grande, onde os eleitores voltaram a dar, em 2005, uma nova oportunidade ao PCP. Porém, face à situação de paralisia em que o PCP deixou cair o município, associada à rejeição absurda do presidente eleito, substituindo-o por alguém sem carisma, evidente se tornava que o PS podia regressar, como regressou, à condução dos destinos da terra vidreira. Mais a mais porque apostou numa equipa de “arregaçar as mangas” e com candidatos muito inseridos nos meios sociais marinhenses e com sólidas provas de competência e seriedade.
Raul de Castro e Álvaro Pereira, os dois novos presidentes do importante eixo económico Leiria/Marinha Grande, assumem um novo papel num distrito central como é o de Leiria. Têm o dever de contribuir para que a nossa região possa estar no mapa quotidiano da vida económica, social e política.
Podem seguramente contar com os 4 novos deputados eleitos pelo PS no Círculo de Leiria…e até podem contar com um velho deputado, que, embora eleito por Setúbal, continua a viver na Marinha Grande e a sentir o pulsar dos problemas do distrito.
(Excerto de texto publicado no Jornal de Leiria de 29/10/2009)

Osvaldo Castro

terça-feira, outubro 27, 2009

Sócrates tomou posse


João Paulo Pedrosa

A cereja em cima do bolo

Há quatro anos atrás o povo escolheu maioritariamente o presidente da câmara da CDU, passado "um ano e picos", o PCP decidiu então escolher ele próprio o seu presidente da câmara e, vai daí, mandou embora o outro; durante os 4 anos de mandato não fizeram rigorosamente nada, ainda assim, compraram umas tendas para fazer de mercado municipal e trouxeram o Biafra para a Marinha Grande.
Na hora da derrota, o vereador que a CDU escolheu para presidente disse que, para ter perdido, só por ter havido uma deficiência de comunicação. Vai daí, esta semana, quase um mês depois das eleições que foram ganhas pelo PS, a actual câmara da CDU decidiu fazer uma reunião pública com os comerciantes para anunciar as propostas que eles, maioria actual da CDU, têm para revitalizar o centro tradicional da Marinha Grande. Devem estar a pensar que a história se repete, ou seja, o povo escolhe e o PCP decide.

Esta comédia hilariante só mesmo para acabar em beleza.






João Paulo Pedrosa

sábado, outubro 24, 2009

Cada macaco no seu galho, senão dá asneira

A propósito já não sei de quê, ocorreu-me que os professores doutores são para as universidades, os políticos para a política, os jogadores de futebol para jogar e o Jorge Jesus para treinar, mas há, no entanto, quem o ponha a falar...



João Paulo Pedrosa

Apurar responsabilidades

É urgente que alguém esclareça porque é que foram mal feitas as contas que vieram a retirar artificialmente, na secretaria, mandatos ao PS na Junta de Freguesia da Moita e da Vieira. A lei diz que são indicados dois professores de matemática para fazerem a transformação de votos em mandatos, esta transformação é uma operação matemática do mais elementar que pode haver (uma conta de dividir por um algarismo, no caso da Moita, por exemplo, trata-se de dividir 455 votos por 1, 2, 3, 4, 5, 6, respectivamente e achar o resultado). A escola que indicou os professores foi a Secundária Calazans Duarte, é urgente que a escola esclareça se o erro foi dos professores ou não e se foi porque razão um professor de matemática não foi capaz de realizar uma operação algébrica tão elementar. O silêncio é que não pode persistir, pois o erro teve de ser outro, não é crível que este possa ser imputado aos docentes. O que é preciso mesmo é esclarecer. Tem a palavra a Escola.



João Paulo Pedrosa

segunda-feira, outubro 19, 2009

Benfica-Porto

O Benfica-Porto só me pode trazer boas recordações, primeiro porque os dois únicos animadores deste blogue são, respectivamente, adeptos de um e outro clube, segundo, porque a existência de rivalidade entre ambos me permitiu conhecer o João Pedro e terceiro, não menos importante que os anteriores, o Benfica ganha quase sempre e quando não ganha merece, seguramente, ganhar.
Recebi hoje, num post anterior, um comentário que me deu enorme satisfação e por isso quero compartilhá-lo com os leitores do Praça Stephens e assim poder afirmar, ao contrário do que é vulgar, que os duelos do futebol só me têm trazido coisas boas.
Há muitos anos atrás, talvez dez, não sei, o Jornal "A Bola" iniciou a edição on line e instalou um chat de conversação onde me estabeleci em grandes polémicas futebolísticas. Nessa época tive ocasião e a enorme satisfação de conhecer o João Pedro Andrade, então um jovem estudante de medicina em Santiago de Compostela. Ele usava o nickname Porto e eu o Real já que não me tinha conseguido registar com o magestoso e adequado Águia-Real, como era meu desejo.
Rapidamente as nossas longas e acaloradas discussões futebolísticas de domingo à noite, impreterivelmente, foram dando lugar a uma enorme empatia e afectividade pessoal que culminou numa forte amizade que ainda hoje perdura e que gostamos de cultivar, pese embora a distância.
A estima que compartilhávamos um pelo outro era grande e foi com muita alegria que acedi ao convite para participar no seu casamento em Cambre, com a menina Arantxa, galega de A Coruña, no belo mosteiro que ilustra a foto e que pode ser visto e apreciado aqui. A cerimónia foi lindíssima, bilingue, em castelhano e português, a mostrar bem que se a noiva trocou o galego pelo castelhano, ele não foi em cantigas e não prescindiu da lingua mátria. Este homem não é do norte carago...
A partir daí os nossos contactos têm sido mais esparsos (o materialismo dos médicos...), mas a amizade e a afectividade entre nós perdura, mesmo que só de vez em quando nos contactemos continuamos a gostar um do outro.
Acho que é por isso que a filha dele até já é sócia do Benfica, tal como os meus, aliás.
Grande abraço.


Real

domingo, outubro 18, 2009

Marinha Grande, os resultados da vitória nas autárquicas...



Uma vitória muito esforçada e merecida. O saber mostrar um Programa de Acção e a perspicácia de saber aproveitar os flagrantes erros do adversário...

O ter confiança que marinhenses,moitenses e vieirenses sabem punir quem abusa do poder e premiar quem sabe esperar pelos momentos certos...

Uma vitória da perseverança e da resposta atempada. Um grito entusiasta dos que não esmorecem e querem tão só servir o Povo da Marinha Grande.

Agora, só falta cumprir com o que se prometeu. Estou certo que "A equipa vai mesmo arregaçar as mangas"...

Parabéns a quem teve a capacidade de sofrer e a coragem de se posicionar para vencer.

Parabéns ao Álvaro Pereira, ao Telmo Ferraz(eterno), ao Álvaro Martins, ao Joaquim Vidal Tomé, à Teresa Coelho e a todos os que integraram as listas e aos que nelas participaram ou apoiaram a campanha....
Parabéns aos que tiveram a modéstia de saber sorrir à vitória sem jactâncias e pesporrências.

Um abraço para todos!

E para quem queira ver os resultados basta clicar aqui e navegar pelo site da Dgai e aproveitar todas as possibilidades que proporciona, incluindo comparar resultados com 2005.
Osvaldo Castro

No Parlamento da Suécia...


Sim, no dia das eleições autárquicas, após cumprir o meu dever cívico na minha mesa de voto, na Marinha Grande, às 8 horas, lá fui em direcção ao gélido norte da Europa.
Desta vez, Estocolmo, onde decorreu, em 11 e 12 de Outubro, a Conferência de Presidentes das Comissões Parlamentares da UE que têm competência em matéria de Justiça e Assuntos Internos. Tratava-se de uma reunião a que não se podia faltar, tamanha a importância do Programa de Estocolmo que a presidência sueca se prepara para apresentar às instâncias europeias e aos parlamentos nacionais, em matéria de justiça.
Só por isso não pude acompanhar as inúmeras alegrias por que perpassaram inúmeros candidatos socialistas e de esquerda por esse país fora. Foi pena não poder estar na Marinha Grande, em Leiria, em Ourém,em tantas outras, e, claro, em Lisboa. Valeu-me o telemóvel para poder fazer chegar os meus abraços a tantos amigos, vencedores de mérito.
E chegado de Estocolmo, fui forçado a virar-me para as questôes relacionadas com o início dos trabalhos da AR.É que, uma vez mais, o meu Grupo Parlamentar decidiu honrar-me com a presidência da Comissão eventual de Verificação de Poderes, que examina a regularidade formal de todos os deputados eleitos, o que explica que só agora me tenha conseguido dedicar a fazer o registo, com atraso, neste blogue das duas novas vitórias autárquicas no distrito de Leiria.
Daí que só no próximo post vá colocar o link para os resultados da Marinha Grande.
Osvaldo Castro

Leiria, os resultados da vitória nas autárquicas...

Para registo, só agora, por afazeres parlamentares conhecidos....
Uma vitória muito merecida. A quebra do tabú da direita.
Com os parabéns ao Raúl de Castro, ao Carlos André, à Odete João e"tutti quanti" que trabalharam anos e anos por este feliz desenlace.
Para ver os resultados basta clicar aqui e depois "surfar" pelas diversas possibilidades que a DGAI permite, incluindo comparações com 2005.




Osvaldo Castro

sexta-feira, outubro 16, 2009

O primeiro dia

Ontem foi o meu primeiro dia na Assembleia da Republica, depois a entrada simbólica na Sala de Sessões, o estimado companheiro blogger do Praça Stephens, Osvaldo Castro, apadrinhou a presença. Enquanto me espantava com a qualidade estética e a deslumbrante beleza do hemiciclo, Osvaldo ia invectivando a bancada do PCP pela brilhante vitória do PS na Marinha Grande. Depois foi a foto para os estimados leitores do blogue que, solidariamente, temos vindo a alimentar há quase 5 anos.



João Paulo Pedrosa

quarta-feira, outubro 07, 2009

CNE suspende distribuição de revista municipal...

Autárquicas/Marinha Grande: Comissão Nacional de Eleições determina suspensão de divulgação de revista municipal

Marinha Grande, Leiria 07 Out (Lusa)


A Comissão Nacional de Eleições (CNE) determinou a suspensão imediata da divulgação da revista MG Magazine, feita pela Câmara Municipal da Marinha Grande, disse hoje, à Agência Lusa, a presidente da Comissão Política Concelhia do PS.

Segundo Tereza Coelho, “a divulgação da revista MG Magazine, feita pela Câmara Municipal da Marinha Grande, foi mandada suspender, de imediato, pela Comissão Nacional de Eleições”.

"Foi igualmente determinado ao presidente da Câmara que não deve utilizar a revista municipal para promover a sua candidatura à referida Câmara", afirmou Tereza Coelho, acrescentando que a decisão “vem dar razão à participação feita pelo Partido Socialista” em Setembro.

A responsável da Concelhia do PS da Marinha Grande adiantou que na apreciação que a CNE fez da revista municipal, esta entidade sustenta que a mesma “não se limita a fazer um balanço da actividade municipal mas anuncia simultaneamente os objectivos e a programação de actividades que o executivo camarário se propõe realizar no futuro, parecendo, deste modo, verificar-se uma utilização da revista municipal para fins propagandísticos”.

Tereza Coelho explicou que “mais de metade da revista é só acções planeadas para o futuro”, considerando que se trata do “programa eleitoral” e de “uma acção de campanha da CDU”, coligação que lidera a Câmara Municipal.

O presidente do Município e candidato ao cargo, Alberto Cascalho, esclareceu que “quando começou a campanha eleitoral já a revista tinha sido distribuída”, frisando que esta é uma “revista informativa da Câmara”.

“Não era necessário suspender nada, porque a revista foi distribuída antes de começar a campanha” , considerou o autarca

Alberto Cascalho sublinhou ainda que “a revista é da Câmara e não da CDU”, rejeitando a acusação de que terá sido utilizada pela CDU.

“A CDU não utilizou rigorosamente em nada a revista”, frisou.

SYR.

OC




UM LINK INEVITÁVEL...

João Tunes, no Água Lisa ...Vidrão na terra do vidro...




OC

Estados de alma

Jerónimo de Sousa veio à Marinha Grande e diz que quer ganhar Peniche, Fernando Marques, presidente da distrital do PSD, escreve aos militantes, em desespero, para que apoiem Isabel Damasceno.
Ambos já perceberam o que lhes vai acontecer - a vitória do PS.



João Paulo Pedrosa

terça-feira, outubro 06, 2009

Das eleições autárquicas em Setúbal...ou também da famosa CARTA...


Como é geralmente sabido fiz uma intensa campanha legislativa no distrito de Setúbal, por onde acabo de ser eleito deputado. E onde, por solidariedade e dever políticos, continuo a dar alguma ajuda nas autárquicas, sempre sem deixar de me preocupar e tentar ajudar a Marinha Grande, onde resido e onde vive a minha família mais directa.
Foi nessas minhas múltiplas andanças pela capital do distrito de Setúbal que dei por mim a olhar espantado para um grande outdoor que acima reproduzo...
Usando linguagem do simpático calão regional, os jovens socialistas de Setúbal fazem um aviso sério aos munícipes de Setúbal...e com razão...
É que, em 2001, a CDU foi buscar Carlos Sousa, então presidente de Palmela, para vir ganhar a autarquia de Setúbal...e em 2005, recandidataram o mesmo Carlos Sousa, a quem chamavam de "autarca modelo"...Só que 2 anos passados forçaram a saída do presidente eleito...Sem dar qualquer explicação razoável ao povo que o elegeu e aos demais setubalenses. Ou seja, saíu de empurrão...!
Mas onde é que eu já vi isto? Exactamente uma situação igual em todos os pormenores...
Agora que está publicada a famosa Carta(com link no post anterior) e que acabo de a ler, tudo regressou num ápice à minha memória...
De facto, os jovens socialistas de Setúbal têm toda a razão...e o que dizem aplica-se, sem tirar nem pôr, ao concelho da Marinha Grande!
Osvaldo Castro

A carta

Tal como sempre afirmei aqui ao longo de mais de um mês, Barros Duarte foi forçado a sair e não abandonou a presidência da câmara por vontade própria, como na altura tentaram fazer crer. Este semana foi divulgada uma carta onde relata os factos conjuntamente com um pedido de desvinculação do PCP onde militava há mais de 50 anos. Nela relata ainda factos graves que têm a ver com o negócio do E-Leclerc que indiciam negócios escuros, simulações de estado civil para fuga a obrigações fiscais e patrimoniais, entre muita outras revelações que só podem ter como destino as instâncias judiciais. Mas o que eu gostava mesmo, antes de tudo, é que os fautores do negócio e muito papagaios que por aí gostam de apregoar a moral e os bons costumes aos outros, se explicassem. Ficamos à espera...



João Paulo Pedrosa

Uma questão de justiça

O PS fez hoje uma grande jornada na freguesia da Moita. Dezenas de moitenses juntaram-se a Álvaro Martins e aos seus candidatos e percorreram a freguesia. Um número tão significativo de pessoas na iniciativa teve um objectivo claro, demonstrar a alguns que em política não vale tudo. Há gestos que vão para além do seu valor concreto, neste caso, representam o apoio e o incentivo a um homem bom, sério, dedicado e trabalhador - o Presidente Álvaro Martins. Ele trabalhou na Junta durante quatro anos com um elemento da CDU e outro do PSD e as suas qualidades pessoais levaram a que se desse bem com ambos, não obstante ter um executivo municipal que nada fez na Moita, nem nada apoiou a Junta de Freguesia. Não obstante todos este trabalho, esforço e dedicação, um antigo camarada de partido candidata-se para ver se entrega o poder ao PSD ou à CDU. No próximo dia 11, o primeiro sinal de honra e de justiça virá da Moita, tenho total confiança naquela gente genuína.



João Paulo Pedrosa

Voltar a ter esperança

Terminada a fase das eleições legislativas, mergulhei nas actividades das autárquicas, quase todos os dias tenho acompanhado a nova equipa candidata à Junta da Vieira e o entusiasmo, o empenho e a vontade de servir é enorme junto dos candidatos. Posso dizer também que a receptividade da população não podia ser melhor. Os vieirenses sabem que o Quim Vidal é um cidadão cheio de qualidades e que será um excelente Presidente da Junta. Hoje andámos na Praia da Vieira, em S. Pedro de Moel e terminámos ainda agora uma sessão na Amieirinha e também aqui se sentiu o entusiasmo das pessoas. Na rua, em contacto com a população, nota-se uma grande vontade de virar esta página de quatro anos de imobilismo. Não há uma "alma" nesta terra que consiga vislumbrar ou assinalar uma boa iniciativa deste executivo municipal de coligação PCP/PSD. A saturação é total. E têm razão, este foi o pior executivo municipal desde o 25 de Abril.



João Paulo Pedrosa

segunda-feira, outubro 05, 2009

Rui Reininho e a Companhia das Índias, Bem Bom...

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Será na 6ªfeira,9 de Outubro, às 21,30, no Parque da Cerca, para encerrar a Campanha Eleitoral do PS e de todos os Candidatos, designadamente os que mereceram a honra de se candidatarem a presidentes da Câmara,o Álvaro Pereira, da Assembleia Municipal,o Telmo Ferraz, e às Juntas da Marinha Grande,Francisco Soares, da Vieira,Joaquim Vidal Tomé e da Moita, Álvaro Martins.
E tudo porque todos aguardamos, à semelhança das rotundas vitórias concelhias nas europeias e nas legislativas, um resultado Bem BOM, também nas autárquicas...
Para fazer a Marinha Grande Avançar...com Uma Equipa que Arregaça as Mangas...




Osvaldo Castro

Por uma Marinha GRANDE !



Claro que o Praça Stephens não é neutro.
Apoia toda A EQUIPA QUE ARREGAÇA AS MANGAS.
Apoia todos os candidatos à Câmara Municipal,à Assembleia Municipal e às Assembleias de Freguesia, o mesmo é dizer, também os candidatos às presidências das Juntas.
Queremos gente que faça Avançar a Nossa Terra e que ponha termo à paralisia em que o Município foi lançado pelas trapalhadas da coligação PCP/PSD no mandato que ora termina.
O PS tem um Programa e um Projecto de Acção para fazer com que a Marinha Grande retome o caminho seguro que trilhou nos 12 anos da presidência de Álvaro Órfão.
E para que não subsistam dúvidas consultem aqui as Propostas do PS.
Osvaldo Castro

Socialistas gregos ganham eleições com maioria absoluta

por: Lusa/DN

O Movimento Socialista Pan-helénico (Pasok), de Georges Papandreou, alcançou uma maioria absoluta nas eleições legislativas antecipadas de hoje, segundo os resultados parciais, quando estão contados perto de 20 por cento dos votos.
Os resultados conhecidos até ao momento dão 43,2 por cento dos votos aos socialistas e 36 por cento à Nova Democracia, que estava no poder há cinco anos.
As estimativas da comissão eleitoral grega aponta para uma maioria absoluta do Pasok, com 162 lugares dos 300 do parlamento grego, e os apoiantes do Pasok já festejam nas ruas de Atenas.
"É uma grande vitória histórica, uma vitória pessoal de Georges Papandreou", afirmou o destacado dirigente Evangélos Vénizelos, discursando perante os apoiantes socialistas na sede do partido, no centro da capital grega.
Na legislatura cessante, a Nova Democracia (ND), do primeiro-ministro cessante, Costas Caramanlis, tinha 151 deputados.

SIM irlandês ressuscita Tratado de Lisboa


Referendo

'Sim' irlandês ressuscita Tratado de Lisboa

por PATRÍCIA VIEGAS/DN


Documento foi aprovado por maioria inequívoca depois de ter sido rejeitado em 2008. A crise financeira e económica que o país vive pode ter ditado a mudança. O primeiro- -ministro, Brian Cowen, respirou de alívio. Líderes da oposição voltaram ao ataque depois de uma trégua em nome de Lisboa.
À segunda foi mesmo de vez. Num referendo onde o europragmatismo parece ter vencido o eurocepticismo, por causa da crise financeira que o país atravessa, os irlandeses ressuscitaram o tratado de Lisboa, com 67,1% dos votos no "Sim" e 32,9% no "Não" - o que significa uma mudança de 20,5% a favor do documento desde 2008.
Daorah Ryan, James Brown e Tommy Lalor foram três dos irlandeses que, em 16 meses, mudaram do "Não" para o "Sim". "Votei a favor desta vez porque acho que o tratado vai ajudar a criar empregos", disse ao DN Brown, que perdeu o trabalho num hotel em Dublim. "Vamos ter outras eleições para manifestar o nosso descontentamento em relação ao Governo", explicou Ryan, um ex-técnico de seguros que também está à procura de emprego. "Mudei porque acho que desta vez o Governo explicou melhor, com mais tempo, o que estava em causa", declarou ainda Lalor, dono de uma joalharia numa das principais ruas da capital.
"É um excelente dia para Irlanda e um excelente dia para a Europa", afirmou o primeiro-ministro, Brian Cowen, mesmo antes de os resultados oficiais serem divulgados no Castelo de Dublim. Cowen, do Fianna Fáil, tem razões para festejar. E não apenas porque o país escolheu a integração europeia, mas também porque sabe que estava em jogo a sua sobrevivência política. O Governo de coligação Fianna Fáil/Verdes é dos mais impopulares de sempre.
Isso mesmo fizeram questão de lembrar os líderes da oposição, pondo fim a uma trégua em nome de Lisboa. "É uma vitória para os que puseram o país à frente do descontentamento com a política", declarou Enda Kenny, líder do Fine Gael, no Castelo de Dublim. "Os irlandeses tomaram uma decisão sensata e agora o importante é correr rapidamente com este Governo" disse Eamon Gilmore, líder do Labour, à entrada do centro de contagem de Royal Dublin Society, RDS, no subúrbio de Ballsbridge.
Nesse gigantesco barracão, onde estavam a ser contados os votos de Dublim, desfilaram vários defensores do "Não". O líder do Libertas, Declan Ganley, garantiu que o que predominou neste referendo "não foi a vontade do povo irlandês mas sim o medo". Acompanhado pela mulher, Delia, o empresário prometeu uma conferência de imprensa, daqui a um ano, para avaliar quantos empregos foram criados por causa do tratado. "A campanha do "Sim" foi desonesta porque ligou o documento ao crescimento económico". Apesar de tudo, Ganley elogiou a campanha de Cowen, que classificou de vencedor. Algo que levou os jornalistas a perguntar, meio a sério, meio a brincar, se pretende concorrer às próximas legislativas nas listas do Fianna Fáil.
O Sinn Féin, através da vice-presidente, Mary Lou MacDonald, apontou o dedo ao Fine Gael e ao Labour por terem feito campanha ao lado do Governo pelo "Sim". "O que fizeram foi dar um mandato de mais três anos ao Governo". Isto porque as eleições só estão previstas em 2012, mas devido a desentendimentos na actual coligação, o escrutínio poderia, eventualmente, vir a ser antecipado.
Brian Hickey, da organização pelo "Sim" Cóir, disse, ao DN ter ficado "surpreendido com o número de votos a favor". Também ele acha que o "foi o medo da crise que ganhou depois de o Governo ter feito disto um referendo sobre a Europa em vez de um referendo sobre o tratado". Joe Higgins, eurodeputado socialista, brincou com a situação, na RTE, admitindo apenas que com um "Não", em 2008, um "Sim", em 2009, há um empate de 1-1.

OC


domingo, outubro 04, 2009

Em Homenagem a Mercedes Sosa, mulher e cantora argentina que amou a Vida...

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Osvaldo Castro