quarta-feira, dezembro 31, 2008

BOM ANO DE 2009...! Com Música...

Clique na imagem e no violino...





OC

O dever de respeito recíproco entre órgãos de soberania!

O respeito institucional, a reciprocidade do trato urbano e cortês e o princípio da separação de poderes é que explicam que eu tivesse de retomar o assunto dos Açores, como se pode ler no DN de hoje.







Osvaldo Castro

BOM ANO DE 2009...!






Foto de São Pedro de Moel-Noite,por Miguel Costa



Osvaldo Castro

Uma Orquestra multilateral e multiétnica...pela Paz



Constituída por jovens egípcios, palestinianos,israelitas e jordanos,a Orquestra Sinfónica West and Eastern Divan, foi um sonho conjunto de Edward Said e Daniel Barenboim. Bem sabendo dos circunstancialismos diferenciados dos seus integrantes, correram ambos todos os riscos pisando a mesma pista, a da justiça e a da Paz.
Aqui nos Concertos Promenade (Proms) em Londres.
A ter em conta que Barenboim vai dirigir o famoso Concerto de Ano Novo em Viena, a ver na RTP, às 14 horas...



Osvaldo Castro

terça-feira, dezembro 30, 2008

Parceria luso-espanhola investe 12 milhões em São Pedro de Moel


foto Miguel Costa


O grupo FDO anunciou, hoje, que vai avançar, em parceria com a Hidroflot, com um projecto de energia de ondas de 4 megawatts (MW) em São Pedro de Moel num investimento de cerca de 12 milhões de euros. Um comunicado do grupo, com sede em Braga, dá conta da assinatura, através da participada Urbancraft, de uma parceria com a espanhola Hidroflot para desenvolver parques de energia das ondas em Portugal.


"O primeiro projecto resultante desta parceria - um módulo inicial de 4 MW, num investimento que ronda os 12 milhões de euros - deverá ser instalado na zona piloto agora criada pelo Governo, situada ao largo de São Pedro de Moel, entre os portos de Peniche e Figueira da Foz", refere a empresa. O módulo será englobado numa área de 320 quilómetros quadrados, a partir dos 30 metros de profundidade e até aos 90 metros, acrescenta. A zona piloto de São Pedro de Moel vai ter uma potência instalada total de 80 MW, prevendo-se que posteriormente chegue aos 250 MW. No comunicado, a Urbancraft afirma que pretende acrescentar valor à empresa e participar activamente no desenvolvimento de um "cluster" nesta área através da parceria com a Hidroflot, empresa de engenharia ligada às energias renováveis, com sede em Barcelona. A empresa considera que a energia das ondas é uma das energias do futuro e que Portugal apresenta condições muito favoráveis para se tornar uma referência nesta energia. O Grupo FDO, fundado em 1980, tem como principais áreas de negócio os sectores da Construção Civil e Obras Públicas, Promoção Imobiliária, Centros Comerciais, Hotelaria, Serviços e Parques de Estacionamento, Ambiente e Energia. (SIC/Lusa)
OC

Mais de 380 mortos provocados pelos mísseis de Israel...

É urgente um cessar-fogo entre a agressividade israelita e o fundamentalismo do Hamas.Ambos desperdiçam vidas de inocentes em nome de inconfessáveis interesses político-partidários. Precisam de sangue e de vítimas para apresentar nas próximas eleições...
A União Europeia já se pronunciou exigindo tréguas. Do mesmo modo o Secretário-Geral da Onu. De que está à espera a Administração americana, a velha ou mesmo a nova...?



OC

Os meios desproporcionados da retaliação israelita...

Como aqui se lê, Israel não apenas se defende como usa a punição colectiva, umtipo de crime de guerra, sempre bárbaro e inadmissível perante o direito internacional.









OC

terça-feira, dezembro 23, 2008

Boas Festas com Natal dos Simples (Zeca Afonso)

Cumprir o juramento constitucional!

Vital Moreira, um dos "pais da Constituição" explica aos editorialistas do DN a importância política da fidelidade ao juramento constitucional...sempre no Causa Nossa.


OC

O Ano em que tudo aconteceu...

Mário Soares analisa 2008 no Díario de Notícias.





OC

Um bispo afável e com muito humor...

D. Manuel Martins, ex-bispo de Setúbal, a quem a direita chamava "o bispo vermelho",por defender os pobres e desvalidos...é uma figura notável pela simplicidade do trato e pela profundidade simples como usa as palavras. No decurso da Cerimónia, em que foi galardoado, contou para os circunstantes, crentes e não crentes, uma história de encantar..."E Deus sorriu..." que alguém do "A Nossa Candeia" postou aqui.



Osvaldo Castro

domingo, dezembro 21, 2008

Mário Soares uma vida em defesa dos direitos humanos...

...Igualmente, honrando-nos com a sua distinta presença,
Mário Soares
foi professor, advogado, opositor à Ditadura, Ministro e Primeiro-Ministro de Governos democráticos e Presidente da República do Portugal pós-25 de Abril, foi, desde os tempos de estudante universitário, um activo, corajoso, convicto e determinado resistente à ditadura.

O seu longo combate ao Estado Novo, em que pontuam a sua adesão ao Movimento de Unidade Nacional Anti-Fascista, em Maio de 1943, sendo também fundador do MUD Juvenil, e igualmente a sua activa participação nas campanhas de Norton de Matos e de Humberto Delgado, bem como o especial relevo que assumiu na defesa de presos políticos, como Advogado, em julgamentos realizados em condições dramáticas no Tribunal Plenário e na decisiva investigação do assassinato do “General sem Medo”, cuja família representou.

Preso 12 vezes pela PIDE, num total de quase 3 anos, deportado sem julgamento para S. Tomé e obrigado enfim a exilar-se em França, em 1970, regeu toda a sua vida e actividade por uma intensa intervenção política contra a ditadura, tendo sido signatário do Programa para a Democratização da República e candidato a Deputado pela Oposição Democrática em 1965 e em 1969 (pelo CEUD).

Fundador do Partido Socialista, em 1973, tendo sido eleito seu Secretário-Geral, regressou a Lisboa, onde chegou a 28 de Abril de 1974.

A sua intensa actividade política após o 25 de Abril, não condensável nesta intervenção necessariamente breve, obriga-me a destacar o seu muito empenhado papel na promoção das liberdades e direitos cívicos dos portugueses na definição do regime pós-revolucionário e na defesa acérrima do espírito democrático da Revolução de Abril.

A sua voz corajosa e livre não esgotou porém a sua intervenção nesta intensa actividade política. Como pensador e como comunicador e como observador da ONU, tem estado sempre na vanguarda da denúncia da violação dos direitos humanos, lá no Iraque, lá em Guántanamo, na Palestina, em Abu Grahib, lá, em todos os lugares onde os direitos civis forem postos em causa.

É assim dever da Assembleia da República, finalmente cumprido, outorgar a Medalha do Cinquentenário ao cidadão Mário Soares...





(Excerto da Intervenção já referida, proferida na Assembleia da República, em 10 de Dezembro, a propósito do 60º Aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem, na qualidade de presidente do Júri do Prémio de Direitos Humanos e de presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias)




Osvaldo Castro



D. Manuel Martins, a voz dos pobres e oprimidos...

... Honrando-nos com a Sua distinta presença, Sua Eminência,
D. Manuel da Silva Martins, Bispo Emérito de Setúbal
e primeiro Bispo daquela Diocese (desde 1975 até 1998), exerceu a sua acção pastoral até 1998, tendo sido pároco de Cedofeita durante o exílio do Bispo do Porto D. António Ferreira Gomes e vigário-geral da diocese após o regresso deste.

O seu serviço aos mais carenciados e marginalizados numa diocese com graves problemas sociais e económicos e a sua frontalidade, abertura e humor distinguiram-no desde sempre e caracterizaram uma intensa actividade no meio do povo que serviu, com um conhecimento profundo, directo e voluntário das dificuldades e desesperos dos mais desfavorecidos, que sempre procurou transmitir, através do seu mediatismo, aos responsáveis políticos e económicos.

A sua actividade pastoral e a sua passagem por Setúbal, uma longa passagem de 23 anos, impô-lo como personagem ímpar na história da defesa dos direitos das populações da diocese mercê da sua irrecusável solidariedade e proximidade, tão tributárias do seu real e profundo entendimento dos direitos humanos e da sua autenticidade nos gestos e frontalidade na palavra.

Dirige hoje a Fundação S.P.E.S., palavra latina para esperança, ainda um legado de D. António Ferreira Gomes e dedicada a contribuir para a “Civilização do Amor”.

A sua defesa dos direitos sociais, económicos e humanos de tantos cidadãos portugueses impõe assim a atribuição, pela Assembleia da República, da Medalha do Cinquentenário ao cidadão Manuel da Silva Martins.
(Excerto da Intervenção já citada, proferida no Parlamento, em 10 de Dezembro de 2008)

Osvaldo Castro


Francisco Sá Carneiro, político de coragem e convicções...


...A título póstumo e representado por seu filho mais velho,
Francisco Sá Carneiro
, Homem de Estado, combativo, determinado, político de coragem e de convicções, de ideias e de ideais, marcou de forma indelével a vida política e cívica nacional e perfilou-se sempre na luta pela liberdade e pela democracia, de modo militante e frontal, tanto no fim do Estado Novo, como na aurora da democracia.

Destacou-se na defesa de D. António Ferreira Gomes, Bispo do Porto; na oposição que moveu ao regime a partir das fileiras da Ala Liberal, uma voz inconformista designadamente na reivindicação, na então Assembleia Nacional, de direitos fundamentais como a liberdade de imprensa, de opinião e de associação; no modo como então reclamou a fiscalização da polícia política e a amnistia para os presos políticos; na coragem que usou na pena no então recém - nascido Jornal Expresso; no apelo à abstenção nas eleições de 1973, reclamando liberdade política para um sufrágio autêntico; na criação de um partido democrático após o 25 de Abril de 1974 - o PPD -; no exercício do poder nos primeiros governos democráticos; no reforço das políticas sociais que então preconizou e que a morte tragicamente interrompeu em 4 de Dezembro de 1980.

Se todo este papel de luta e defesa dos direitos cívicos e políticos dos portugueses não bastasse para preencher de sentido, de modo inteiramente justo, a atribuição da Medalha do Cinquentenário ao cidadão Francisco Sá Carneiro, as palavras que deixou escritas seriam, só por si, a encarnação de princípios fundamentais da Declaração Universal dos Direitos do Homem: no combate pela liberdade e na defesa da democracia, ao preconizar que “a pessoa deve estar no centro e ser a destinatária de toda a actividade política”....
(Excerto da Intervenção já citada de 10 de Deezembro de 2008, na AR)

Osvaldo Castro

Maria Lamas, uma mulher notável...


...A título póstumo e representada pela sua neta mais velha,

Maria Lamas, escritora, tradutora, jornalista e defensora dos direitos cívicos de homens e mulheres, destacou-se em vários domínios da defesa dos direitos humanos e foi uma figura ímpar da cultura portuguesa.

Militou cívica e determinadamente, em pleno Estado Novo, por uma plena igualdade entre homens e mulheres, que preconizava fosse ancorada na educação e na independência económica. Foi uma das primeiras mulheres jornalistas profissionais, com salário e horário fixos, mãe e mulher.

Lutou abnegadamente por valores como a verdade, a igualdade, a liberdade, falando insistentemente num direito fundamental “à felicidade”, no quadro de uma sociedade justa, plenamente democrática, de concretização do que chamou uma “política humana”. Humanista convicta, Maria Lamas lutou sobretudo, e muito pelo seu exemplo, pela dignificação e a emancipação das mulheres “escravas milenares de erros milenares”, tendo presidido ao Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas e produzido, como jornalista, a obra “As Mulheres do meu País”.

A sua densa e numerosa produção literária, também no domínio da tradução, aliam-se a uma intensa intervenção cívica, que justificam plenamente que a História a tenha inscrito no catálogo dos lutadores pelos direitos humanos, o que a Assembleia hoje vem reconhecer com a atribuição da Medalha do Cinquentenário: aderiu ao MUD, participou activamente na campanha à presidência de Norton de Matos, foi presa por três vezes por actividades políticas contra a ditadura, apoiou, visitou e foi esteio de presos políticos, partiu para o exílio em Paris, onde sempre acolhia, participava e intervinha nas actividades da oposição portuguesa e de onde partia para inúmeros Congressos pela Paz, como Membro do Conselho Mundial da Paz.
Aderiu, após o 25 de Abril de 1974, ao Partido Comunista Português.
Foi enfim uma portuguesa notável...
(Excertos da intervenção já citada que proferi, em 10 de Dezembro, na Assembleia da República)
Osvaldo Castro

Quatro Portugueses Notáveis...

A cerimónia do 60º Aniversário da Declaração Universal de Direitos Humanos, assinada em Paris, no dia 10 de Dezembro de 1948, serviu também para galardoar com a Medalha de Ouro do Cinquentenário, instituída e atribuída pela Assembleia da República, aqueles que, pelos seus méritos e pela sua luta empenhada, voluntariamente se batem na defesa dos seus concidadãos ou que fizeram das batalhas cívico-políticas ou humanitárias o seu estandarte na defesa dos Direitos Humanos. Seguramente, por tudo isso mereceram do Presidente Jaime Gama, a aceitação da proposta do Júri mercê do reconhecimento das suas relevantes actividades.
A Medalha de Ouro do Cinquentenário distinguiu este ano quatro personalidades que se destacaram, nos casos de Francisco Sá Carneiro e Maria Lamas, galardoados a título póstumo, ou que se continuam a destacar na história contemporânea portuguesa, casos do Bispo de Setúbal, D.Manuel Martins e de Mário Soares, todos como relevantes defensores dos Direitos Humanos.


OC

Honra e Glória aos Bombeiros Voluntários !

O Prémio de Direitos Humanos de 2008,como atrás referido, foi para os voluntariosos Bombeiros de Portugal. A tal propósito referi:

Os Bombeiros Voluntários Portugueses preenchem, com o seu exemplo, o tão usado mas tão justo epíteto de “soldados da paz”, defendendo vidas, enfrentando perigos, combatendo a fúria dos elementos, acudindo homens e mulheres e defendendo os seus bens da devastação provocada pelos fogos florestais, pela força de águas diluvianas, socorrendo os aflitos, os traumatizados e os doentes.

Os 40.000 Bombeiros Voluntários homens e mulheres de boa vontade e de coragem, predispostos ao risco e ao perigo, configuram-se assim como instrumento fundamental da concretização dos princípios da DUDH, designadamente do primeiro deles e da sua determinação de que os homens “Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade”.

As enunciadas razões para merecerem o reconhecimento desta Assembleia da República levam-me assim a saudar não só a Liga dos Bombeiros Portugueses e o seu Presidente, que para este efeito representa todos os Bombeiros Voluntários de Portugal, como também os Bombeiros Voluntários que hoje nos dão a honra da sua presença nesta cerimónia neste Ano Internacional do Voluntariado.


(Excerto da minha intervenção na qualidade de presidente do Júri do Prémio de Direitos Humanos da Assembleia da Republica e de presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias na Cerimónia já aludida)

Prémio Direitos Humanos 2008 no Parlamento

Retomo o assunto,que, aliás, continuarei a destacar, atenta a qualidade e representatividade dos galardoados no 60º Aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem, como se pode Ver Aqui, sem desprimor para a relevância de anteriores premiados.
Facto é que a comunicação social,lamentavelmente, ignorou uma cerimónia que primou pela dignidade e pela qualidade da intervenção dos galardoados ou dos seus representantes.




Osvaldo Castro

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Vem aí publicidade?

No Jornal da Marinha de hoje refere-se que a associação dos comerciantes solicitou à câmara, há quatro meses atrás, um subsídio para a iluminação de Natal do concelho. A câmara da coligação PCP/PSD não deu resposta e só há pouco mais de 15 dias decidiu atribuir um subsídio que é praticamente um terço do que foi solicitado. O Jornal da Marinha conclui que a culpa é dos comerciantes.
Há coisas que escapam ao meu entendimento. Juro que escapam...



João Paulo Pedrosa

terça-feira, dezembro 16, 2008

"Espaços Perdidos Coimbra"

"Espaços Perdidos Coimbra"


Data : 16-12-2008
Local : "El Corte Inglês", em Lisboa, 7º Piso, 18,30


Apresentação do livro Espaços Perdidos Coimbra. Coord. João Figueira.
"Regresso aos velhos cafés e teatros de Coimbra e às estórias vividas nesses espaços, desaparecidos nas últimas duas décadas.
Arcádia, Avenida, A Brasileira, Clepsidra, Mandarim, Moçambique, Sousa Bastos e a Tasca do Pratas são os cenários escolhidos para o desfiar de um belo conjunto de textos que mostram ao leitor uma Coimbra irreverente, culta, boémia e solidária.
Da autoria de Álvaro Vieira, Graça Barbosa Ribeiro, João Mesquita, Júlio Roldão, Lídia Pereira, Marco Carvalho e Paula Carmo as estórias reconstituem as ambiências de espaços emblemáticos da história da cidade, ao mesmo tempo que recriam um tempo que marcou Coimbra e as gerações que cresceram e viveram no seu seio."
O livro será apresentado pelo Coordenador e Professor Universitário de jornalismo, João Figueira, por João Mesquita em nome dos jornalistas-autores e pelos jornalistas Eduardo Dâmaso e Ribeiro Cardoso, que também passaram por Coimbra e por mim próprio, na qualidade de antigo dirigente da AAC e assíduo frequentador de alguns desses "espaços perdidos".




Osvaldo Castro

segunda-feira, dezembro 15, 2008

Prémio Direitos Humanos 2008 no Parlamento (1)


... Deixámos de discutir a caridade e passámos a praticar a solidariedade. Deixámos de explicar a liberdade e passámos a questionar a opressão. Deixámos de pedir governação justa, livre e democrática e passámos a fiscalizá-la atentamente. Deixámos de combater o progresso e passámos a exigir inovação.

Mas muito – mesmo muito – está ainda por fazer.
Em Portugal como no Mundo. Um Mundo onde vemos crescer de forma alarmante focos de intolerância e extremismo impermeáveis à razão. Onde as desigualdades teimam em não desaparecer e, às vezes, insistem em aumentar. Onde as pragas continuam a escolher por vítimas os mais carenciados e débeis.
Onde há fome. Ouvi ontem que há 960 milhões de pessoas com fome!
Onde há guerra. Sim, na República do Congo, no Sudão, no Zimbabwe, na velha África ainda subsistem graves conflitos a que não podemos fechar os olhos.
Onde se trafica tudo por tudo. Onde se traficam todos por tudo. Ou, por vezes, por nada! Onde muitos milhões ainda não escolhem quem os governa, mas podem por estes ser condenados à morte.

Um mundo – e um País – em que a diferença ainda não é sinónimo de riqueza, de fraternidade, mas de indiferença, de segregação, de violência.
Um mundo – e um País – em que os direitos não são iguais para todos, mas distintos em razão do género, da nacionalidade, do estatuto económico.
Ao promover hoje, de novo, esta cerimónia, o Parlamento Português associa-se assim ao movimento internacional de reconhecimento e publicitação dos Direitos Humanos e homenageia aqueles que consagram e consagraram as suas vidas à defesa e promoção dos direitos humanos e aos pilares enformadores da Liberdade, da Democracia, da Igualdade e da Solidariedade, ainda tão rarefeitos em tantos países do mundo. Foram e são eles, cidadãos e cidadãs, que deram e continuam a dar corpo aos princípios e palavras do catálogo universal de direitos e que os mantêm acesos mesmo nas trevas em que os direitos humanos são obnubilados, em todos os lugares do mundo onde ainda imperam o arbítrio, o genocídio, a ditadura, a falta de liberdades cívicas, a violação das liberdades fundamentais e da igualdade.

O terrorismo, o tráfico de seres humanos, a exploração da prostituição, da tortura, da pena de morte, as detenções sem culpa formada, o tráfico de armas, o abuso sexual de mulheres e crianças, todas as formas de discriminação e de violência em função do sexo, da etnia, da deficiência, da idade, da religião e da orientação sexual constituem ainda um catálogo negro na história da defesa dos direitos humanos. Que progressos fizemos e que passos perdemos neste caminho de 60 anos que hoje celebramos? Andou-se muito…mas falta muito para cumprir todo o caminho...





(excertos do discurso de apresentação que proferi, a propósito do Prémio de Direitos Humanos, na Assembleia da República, na qualidade de Presidente do Júri e de Presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias).
Osvaldo Castro

sábado, dezembro 13, 2008

Contemporâneos e Amigos...Salvem os Ricos








Espectaaaaaaaaaacular!
OC

sexta-feira, dezembro 12, 2008

Guantánamo, imprensa estrangeira comenta decisão portuguesa

Lisboa, 12 Dez (Lusa) - A disponibilidade de Portugal para acolher detidos de Guantánamo é hoje notícia em todo o mundo, com o New York Times e o Washington Post a destacarem o passo decisivo que representa para o encerramento do campo. "Numa iniciativa diplomática decisiva que provavelmente vai ajudar a administração Obama a encerrar o campo de detenção de Guantanamo, Portugal disse esta semana que está disposto a receber alguns detidos e instou outros países europeus a aceitar os detidos que permanecem no campo", escreve o New York Times na sua edição de hoje. O diário nova-iorquino acrescenta que, embora não haja ainda qualquer acordo específico, "responsáveis da administração Bush descreveram o anúncio como um passo decisivo para resolver o problema dos chamados 'casos difíceis' de Guantánamo". "Este é um acontecimento importante nos nossos esforços para garantir ajuda da comunidade internacional, e especialmente da Europa, para encerrar Guantánamo", afirmou John B. Bellinger III, conselheiro jurídico do Departamento de Estado, citado pelo New York Times e pelo Washington Post. Segundo este responsável, escrevem os jornais, "Portugal não recebeu qualquer promessa de qualquer apoio dos Estados Unidos em troca deste anúncio" e a decisão portuguesa resulta de "uma mudança de atitude" em várias capitais. O New York Times escreve que o Departamento de Estado está há cinco anos a tentar convencer países terceiros a aceitarem os detidos que nenhum país considerado "aceitável" por Washington está disposto a acolher e que, até agora, apenas a Albânia aceitou receber três chineses uigures. Fontes diplomáticas citadas pelo diário afirmam que o anúncio feito quarta-feira pelo ministro dos Negócios Estrangeiros português, Luís Amado, "resulta em parte da intervenção de (a secretária de Estado norte-americana) Condoleezza Rice durante a visita (a Lisboa) em Setembro, mas também da circunstância de "outros países estarem ansiosos por mostrar à administração Obama que estão dispostos a ajudar nos desafios complexos do encerramento do campo". O anúncio português é igualmente noticiado no Financial Times, que qualifica a iniciativa portuguesa como "o primeiro sinal de que a União Europeia pode estar disposta a ajudar os Estados Unidos a encerrar o campo de detenção". Este jornal refere também os esforços desenvolvidos nos últimos anos pela diplomacia norte-americana para encontrar países dispostos a acolher detidos que já não são considerados 'combatentes inimigos' e que o Presidente George W. Bush rejeitou acolher nos Estados Unidos, como tinha proposto o seu secretário da Defesa, Robert Gates, que vai ser reconduzido pelo Presidente eleito Barack Obama. O Financial Times cita o caso dos 17 chineses uigures com ordem de libertação de Guantánamo que Washington não quer repatriar por se tratar de elementos de uma etnia perseguida e para os quais não tem encontrado quem os acolha porque, escreve o jornal, "alguns países receiam uma retaliação da China". Questionado pelo jornal sobre se a oferta portuguesa podia ser a resposta para este caso dos uigures, o porta-voz da Casa Branca Gordon Johndroe sublinhou que "uma oferta inicial é muito diferente de uma transferência concreta de um detido para um país europeu", pelo que terá de se "esperar para ver como as coisas evoluem". O jornal alemão Der Spiegel escreve também que a iniciativa portuguesa pode "quebrar o impasse" em relação aos chamados "casos difíceis" e que "a disponibilidade de Portugal para cooperar pode 'amaciar' o resto da Europa". O Spiegel refere que apesar dos pedidos norte-americanos em relação não só aos uigures, como também a argelinos, líbios e uzbeques, "nenhum país avançou". "Líderes europeus, incluindo a chanceler alemã, Angela Merkel, pediram o encerramento de Guantanamo, mas ninguém se ofereceu para acolher nenhum dos chamados 'casos difíceis'". O campo de detenção de Guantanamo foi criado em 2002 para acolher os suspeitos de terrorismo capturados no Afeganistão e chegou a albergar 800 detidos. Actualmente permanecem em Guantanamo cerca de 250 detidos, 40 a 50 dos quais são os chamados 'casos difíceis'. MDR. Lusa/Fim
O.C.

quinta-feira, dezembro 11, 2008

100 Anos...Parabéns Manuel de Oliveira...e aniki bóbó!










Osvaldo Castro

quarta-feira, dezembro 10, 2008

60 anos da Declaração Universal dos Direitos do Homem


...Neste ano de 2008, a Assembleia da República comemora de modo especial o “Dia Nacional dos Direitos Humanos”, pelos 60 anos que a Declaração Universal hoje celebra, pelos 30 anos da adesão de Portugal à Convenção Europeia dos Direitos do Homem, pelos 10 anos que se cumprem sobre a instituição pelo Parlamento deste Dia - e do Prémio que o sinaliza - e, iniludivelmente, pela grandeza histórica, cívica, democrática e humana dos hoje galardoados.

Mais do que os 60 anos que nos separam da aprovação da Declaração, pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em Paris, naquele 10 de Dezembro de 1948, o que hoje nos distancia daquele feliz momento é, precisamente, o acervo de Direitos Humanos, entretanto erigido e sedimentado, sob a égide daquela Declaração Universal.
À época, na ressaca da II Grande Guerra e no rescaldo de um mundo que tinha estado muito para além do precipício, um conjunto de Estados – na altura, apenas 56 – decidiu expressar de forma clara uma fasquia de respeito pela vida humana e pela sua dignidade, um limiar mínimo de direitos abaixo do qual nenhum ser humano, em tempo algum, deveria poder viver. No fundo, decidiu-se com a Declaração Universal que, 1948, seria o “ano zero” dos Direitos Humanos, não porque até então estes não tivessem existido, mas porque a partir dali nunca mais se poderia voltar atrás.

A Declaração Universal dos Direitos do Homem foi a alavanca cívico - política para algumas das maiores transformações no nosso Mundo nos últimos 60 anos. Foi graças aos seus princípios enformadores que começámos a ouvir falar em “autodeterminação dos povos”, que assistimos à conquista de direitos civis por classes segregadas em razão da cor, que vimos terminar inúmeras guerras. Foi também por ela que o “apartheid” ficou isolado e, sozinho e podre, ficou moribundo. Foi sob a sua luz que a democracia se globalizou, contagiando povos e continentes, forçando a criação de um país como Timor-Leste e fazendo do mundo de há pouco mais de 60 anos, um espaço ultrapassado nas suas concepções e ideologias. ....

Os Direitos Humanos, tal como os consideramos hoje, não são, infelizmente, naturais, inerentes a todos os seres humanos. São antes uma conquista de processos de luta constantes. Num momento, talvez contra a corrente dominante, desde sempre contra a intolerância, a tirania, a discriminação, o ódio. Os Direitos Humanos são hoje universais, incontestáveis, porque alguém lutou por eles, por vezes pagando essa batalha com a própria vida. A liberdade, a igualdade e a fraternidade demoraram quase dois séculos, desde a sua primeira proclamação, a verem-se guindadas a bússola dos povos e a ponto cardial da sua existência.

Progredimos muito em 60 anos: criámos um Mundo melhor, com menos desigualdade, menos arbitrariedade, mais direitos, mas também mais obrigações. ...
(Excertos da intervenção que produzi na Cerimónia do 60º Aniversário da DUDH, ocorrida na AR,em 10 de Dezembro, na qualidade de presidente do Júri do Prémio de Direitos Humanos e como presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias).

segunda-feira, dezembro 08, 2008

Odetta Holmes a voz da liberdade...







Odetta faleceu em 3 de Dezembro, aos 78 anos, seis semanas antes do sonho de cantar na posse de Obama.
Ela que cantou "Freedom" perante as centenas de milhares que assistiram ao celebrado discurso, "I Have a dream", de Martin Luther King...
Morreu uma voz que cantava em defesa dos direitos humanos...





Osvaldo Castro

A "Bola" de amanhã




João Paulo Pedrosa

sexta-feira, dezembro 05, 2008

Querido líder IX - O amigo

Sobre António Santos, candidato do PSD e de quem se diz amigo:

"Não está preparado para ser Presidente da Câmara".










João Paulo Pedrosa

Querido líder VIII - O revisionista

Sobre o facto de em três anos não se ter feito rigorosamente nada no processo de revisão do PDM da Marinha Grande e sobre as implicações que isso tem na vida das pessoas em particular e no da comunidade em geral, o nosso querido líder responde assim:

"Eu penso que o PDM está em revisão, revisão, revisão (estão a ver?) na câmara, e até já há umas consultas populares ainda no tempo do PS".






João Paulo Pedrosa

Querido líder VII - O estratega

"O saneamento que foi feito".

Será que se estava a referir ao processo de substituição voluntária de Barros Duarte?










João Paulo Pedrosa

quinta-feira, dezembro 04, 2008

Querido líder VI - O economista

Durante este mandato a coligação PCP/PSD não adjudicou nenhuma obra nova de saneamento, isto é, clarificando, para que não fiquem dúvidas, com excepção de alguma remodelação, ruptura ou equivalente, não se acrescentou um cm mais de saneamento ao que já existia no concelho. Isto pode ser comprovado pelas actas da câmara municipal e pelo requerimento que a este respeito o deputado Rui Rodrigues fez na assembleia municipal e cujo teor o nosso querido líder deveria muito bem conhecer.

Perguntado ao nosso querido líder quais as obras principais nestes 3 anos de mandato a resposta é:

"O saneamento que foi feito".



João Paulo Pedrosa

Querido líder V - A obra do mandato

"A Casa do 18 de Janeiro(...) No mandato anterior não tinham obras feitas deste tipo, não quiseram fazê-las".










João Paulo Pedrosa

Querido líder IV - O rigoroso

Sem nunca me citar, o querido líder, critica pessoas com responsabilidades que atiram coisas para o ar sem pensar ao dizerem que do Jardim de Infância da Pedrulheira a Picassinos são 3 km, concluindo, que os políticos, para serem melhor aceites, Têm que falar com mais rigor. Ele, o querido líder, foi medir com o seu conta-quilómetros a zero e deu-lhe - pumba - 750 metros, nem mais nem menos. Relevando já o rigor do meu carro, infelizmente, apenas marcar distâncias de 100 em 100 metros, vamos aos factos.
Acompanhado de Pedro André, deputado municipal do PSD (que durante 20 minutos interrompeu a coligação com o PCP), fomos medir. E eis os resultados:
Distância do Jardim da Pedrulheira até à Rua do Vale e Rua dos Sabugueiros em Picassinos - 1800 metros, se continuássemos até à rua do Brejo do Olho, apenas no seu início, teríamos mais de 2000 metros.
Entre quem estimou, por cálculo visual, 3000 metros e quem mediu apenas 750, estamos conversados quanto ao rigor.



João Paulo Pedrosa

Querido líder III

Segundo o director do Jornal da Marinha, na edição de hoje, o sr dr Luís Marques, único porta-voz da muribunda coligação PCP/PSD, é o grande, o fantástico e o verdadeiro líder espiritual da Marinha Grande. Por isso pede-nos, o sr director, que estejamos atentos ao que diz hoje na sua entrevista, pois é o que faço a partir de agora.
*A foto que ilustrará a série é em homenagem a esta Tese do XVIII Congresso do PCP:
«Importante realidade do quadro internacional, nomeadamente pelo seu papel de resistência à «nova ordem» imperialista, são os países que definem como orientação e objectivo a construção duma sociedade socialista - Cuba, China, Vietname, Laos e R.D.P. da Coreia




João Paulo Pedrosa

Não há hipótese

de contrariar a dinâmica da comunicação social! Em entrevista que dei à rádio clube marinhense, como já tinha dado ao Diário de Leiria, afirmo que não quero ser, não estou motivado e que, seguramente, não vou ser candidato a presidente da câmara municipal da Marinha Grande.
Como não digo é impossível, nem que "cristo desça à terra", etc, etc, o Jornal da Marinha desta semana interpreta esta minha intenção da seguinte forma: "João Paulo Pedrosa ainda é uma possibilidade...". Nada a fazer!



João Paulo Pedrosa

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Contemporâneos e Excelentes







Via Blasfémias

OC