quinta-feira, julho 31, 2008

Esclarecimento

Para além da matéria substantiva a que tenciono responder na próxima edição do Jornal da Marinha, o presidente da assembleia municipal, a dado passo, também refere o seguinte:

"(...) depois de terem chumbado dois projectos de urbanização para um terreno contíguo à Gallo Vidro, tenham permitido, depois do terreno ser adquirido por esta empresa, que lá se construisse um barracão com cerca de 5 000 m2 para armazenamento do produto(...)"

Ora é necessário explicar esta frase, não vão os leitores deixar de ter a informação completa. O terreno a que alude o sr presidente da assembleia municipal, trata-se de uma propriedade sua (entre outros) e, do que eu me recordo ainda, o signatário realizou uma reunião comigo ,enquanto vereador do urbanismo, no sentido de saber, dentro das regras urbanisticas existentes, qual a melhor forma de retirar maior rendimento daquela parcela de terreno. Posteriormente o terreno foi vendido à Gallo Vidro, justamente, porque foi mais rentável para os seus proprietários. Não me parece correcto que se omita este facto, nem tão pouco que quem vendeu uma propriedade sua para uma empresa construir armazens, venha posteriormente criticar o uso que lhe foi dado.


João Paulo Pedrosa

A voz do dono

Não deixa de ser estranho que praticamente todas as matérias de discussão política no concelho sejam protagonizadas pelos vereadores do PS e, curiosamente, pelo presidente da assembleia municipal. O que era normal é que o fosse entre os vereadores do PS e a maioria PCP na câmara municipal, ou então, já que o presidente da assembleia municipal não pretende assegurar a habitual equidistância, entre os diversos partidos da assembleia. Hoje, no Jornal da Marinha, aí está mais uma vez a tomar posições que são da maioria PCP/PSD da câmara municipal, agora a propósito da IVIMA.
O texto dá uma no cravo e outra na ferradura, ao fim e ao cabo diz que a câmara aprovou, mas afinal não aprovou, porque lá colocou muitos condicionalismos. Um claro recuo. Não me admira nada que dentro em breve, devido às críticas públicas do PS, não venham a dar o dito por não dito. O tempo o dirá.


João Paulo Pedrosa

sexta-feira, julho 25, 2008

Esta decisão não serve a Marinha Grande

Já há uns meses, como se sabe, foram desbloqueados os terrenos para expansão da zona industrial da Marinha Grande, onde se destaca uma enorme área para instalação das duas grandes fábricas garrafeiras da cidade. Que se saiba, o executivo municipal de maioria PCP/PSD não fez ainda nada para efectivar este acto. Em vez disso, ontem, em reunião de câmara, levaram uma proposta para autorizar a B&A Vidros a construir um armazém de 30 mil metros nas instalações da IVIMA para guardar garrafas, consolidando no centro da cidade uma empresa que se pretende ver em área industrial e lançando o caos na circulação viária, com a presença de dezenas ou mesmo centenas de camiões a carregar "paletes" 24 horas por dia.
Os vereadores do PS votaram contra, mas a proposta foi aprovada com o voto de qualidade do presidente da câmara em exercício*. Alberto Cascalho, como é hábito, ficou fora de si, recusou proferir uma declaração de voto justificando a sua posição e optou por debitar para a acta um chorrilho de ofensas e insultos ao PS, bem como críticas veladas à nossa tomada de posição, numa atitude totalmente ilegal e de abuso de poder por parte de quem (ainda por cima em regime de substituição) estava a dirigir a reunião.
Para além de tudo isto viemos a saber também que à câmara municipal foi oferecido, a preços muito favoráveis, a aquisição da IVIMA. A ser verdade, este posição foi totalmente omitida e escondida dos vereadores do PS e da própria câmara municipal, o que a ser verdade, repito, é uma atitude da maior gravidade.
Vamos procurar saber mais sobre este assunto.
Não obstante consolidar, através da expansão e ampliação para o centro da cidade, fábricas que se querem ver fora dela, comprometendo irremediavelmente a qualidade de vida da Marinha Grande, esta decisão é ainda mais errada e irresponsável se tivermos em conta que é tomada no justo momento em que foi desbloqueado um terreno na zona industrial para a sua instalação. Incompreensível.

* não deixa de ser significativo que num assunto de tão grande importância, diria mesmo num assunto decisivo para o futuro do concelho, tenha o dr Alberto Cascalho recorrido ao duplo voto, isto é, votar duas vezes para desempatar assim como os documentos do processo só nos terem sido entregues um dia antes da votação e porque nós o exigimos. Triste!


João Paulo Pedrosa

quinta-feira, julho 17, 2008

Isto sim é notícia!



João Paulo Pedrosa

quarta-feira, julho 02, 2008

As finanças da câmara à beira do abismo

De facto, quem esteve na passada sexta-feira na assembleia municipal pôde ouvir, com a competencia e a clareza que se lhe reconhece, João Cruz, deputado municipal pelo PS, denunciar que as finanças da câmara estão à beira de poderam atingir um patamar que nunca pensámos, em anos anteriores, poder atingir, a saber, o incumprimento do equilíbrio orçamental. Quer isto dizer, dito por outras palavras, neste momento a diferença entre as receitas correntes e a despesa corrente é de apenas 30 mil euros, o que significa que se as despesas correntes ultrapassarem as receitas correntes, a câmara entra em incumprimento legal e pode dar-se, para além da perda de mandato dos seus titulares, uma responsabilidade penal.
Esta situação é tanto mais grave se tivermos em conta que as receitas correntes têm aumentando muito, logo, a despesa corrente, se houver qualquer sobressalto da receita, entra imediatamente em incumprimento. Esta situação é tanto mais grave ainda se tivermos em conta que em 2005, quando o PS saiu da câmara, a poupança corrente (isto é, a diferença entre a receita arrecadada e a despesa efectuada era de três milhões de euros). Esta poupança corrente é fundamental que seja o mais elevada possível porque só assim é possível haver folga para o investimento. É por isso que haverá tanto mais investimento quanto maior for a poupança corrente. Ora acontece que a câmara municipal ao ter deixado a despesa corrente disparar para valores insuportáveis no futuro, não tem nenhuma margem de manobra para investimento, o que faz com que os marinhenses se queixem de quem em três anos de mandato não haja praticamente obra nenhuma que possa ser referenciada a este executivo municipal. Quatro anos a andar para trás!



João Paulo Pedrosa