segunda-feira, março 31, 2008

Discernimento... precisa-se!

É famosa a imagem do bébé nipónico que mal entregue aos braços de sua mãe 'saca' de uma nikon e tira a primeira fotografia de família.

Em Portugal acontece algo semelhante, mas com os telemóveis. Parece que já faz parte do 'kit de sobrevivência' (social) qualquer míudo ter um.

O problema, um entre tantos que essa realidade 'esconde', é que, como com qualquer brinquedo novo nas mãos, as crianças (e nestas coisas, cada um de nós tem ainda e sempre uma criança dentro de si!) não sabem nem como nem quando usá-lo devidamente. Usam-no a toda a hora e em qualquer local. Os seus sentidos são absorvidos, e aquele aparelho quase que substitui o seu 'cérebro'.

Não nos admiremos pois de os telemóveis tocarem, ou vibrarem, a toda a hora e instante nos bolsos, nas mochilas ou entre os livros numa sala de aulas; não é o que acontece também nos escritórios de trabalho, nos restaurantes, no hospital, numa Igreja, como na rua? E será que em todos estes espaços será legítima a sua utilização? A toda e qualquer hora? Com qualquer finalidade? Não haverá critérios que seja preciso discernir para se saber onde, quando e em que circunstâncias é razoável o uso do dito aparelho

Eu creio que sim e não creio que isso seja um 'ataque' à liberdade de cada um para fazer o que quer, quando quer e como quer. É a defesa do Direito, que vem primeiro, de todos os outros a não serem incomodados com a minha liberdade. E, acima de tudo, é a afirmação de que em primeiro lugar devemos respeitar e cumprir os nossos deveres, só depois pensarmos e/ou exigirmos os nossos Direitos (infelizmente por cá, quando convém... o discurso faz-se ao contrário... a começar precisamente pela Educação).

O que falta nesta era da pós-modernidade, do choque tecnológco, é esse discernimento. Educação para o discernimento... e para o Respeito. Mas, não é menos verdade que ninguém pode dar o que não tem. No caso, exemplo. Ou não fossemos nós, os adultos (pais, tantos de entre nós... e quantos professores pelo meio também!) os primeiros a dar o mau exemplo no que toca a não saber discernir sobre a (in)conveniência num determinado momento e local para atender uma chamada, fazer uma troca de sms, ou de mms, mandar um 'toque', jogar um jogo, tirar umas fotografias, gravar uns videos, o que for...

A DREN decidiu proibir a entrada de telémoveis nas salas de aulas da Escola Carolina Michaëlis. Sinal da imaturidade social/cultural que alastra neste país em cada vez mais é necessária a intervenção da Autoridade Pública para impor comportamentos básicos de civilidade, de respeito, de boa-educação. Aconteceu e todos o devemos pensar e sentir como um atestado de 'incompetência' à nossa capacidade enquanto Educadores.

Os pais, todos os pais deste país, e todos nós cidadãos adultos devemos pensar muito a sério sobre que educação/exemplo queremos dar, e estamos efectivamente a dar, às novas gerações, porque há sinais claros e cada vez mais manifestos de que algo não vai bem!

Esta sim é uma questão que nos deve (pre)ocupar e mobilizar a todos.

Nélson Araújo

domingo, março 30, 2008

A Primavera....de Sandro Boticelli



Porque mudou a hora, porque a Primavera desponta com todas as suas forças...Nada melhor que o famoso quadro do pintor italiano...



Osvaldo Castro

sábado, março 29, 2008

(novos) Pecados Mortais

«Quem não distingue confunde», dizia-nos nas aulas o nosso temerível Professor de Filosofia, em Coimbra.

A Comunicação Social, a má comunicação social, há muito que não faz outra coisa senão confundir ou porque não sabe distinguir ou simplesmente porque lhe dá jeito (o 'escândalo', a provocação traz sempre mais audiência).

Para quem não quer ficar-se pela confusão, e procura distinguir, dá jeito ler de vez em quando as palavras honestas e clarividentes de homens sábios da nossa Sociedade.

Sobre o assunto em título, vale a pena ler:

Um artigo esclarecedor do Professor Anselmo Borges (além de Padre é Professor Catedrático de Filosofia em Coimbra), um homem insuspeito a tratar destes assuntos porque a sua máxima de vida é a do seu homónimo (Santo Anselmo): Credo ut intellegere; intellego ut credam - Creio para compreender; compreendo para crer!

Nélson Araújo

sexta-feira, março 28, 2008

Divórcio(s)

O divórcio está na moda.
E não é por causa das propostas legislativas quer do BE quer do PS.
O divórcio está na moda há muitos anos, sobretudo depois da 'revolução - libertação - sexual' dos anos 60.
Em Portugal o Estado Novo proibiu o divórcio, forçando a aparência de uma sociedade feliz construída por famílias perfeitas. Escondia-se a miséria das traições e da violência doméstica, sobretudo, a infelicidade de muitos portugueses e portuguesas.
A liberdade da Democracia trouxe a liberdade de opção também para a união conjugal. Mas toda a liberdade tem os seus limites. Nas palavras de Jean Paul Sartre «a minha liberdade termina quando começa a liberdade do outro».
O divórcio é um exercicio da liberdade. Da liberdade de cada um poder escolher o caminho que quer seguir na sua vida. Mas, este exercíco está condicionado pela liberdade do outro, ou seja, não pode ser posto em prática sem atender ao que é também um direito do outro que está em causa. Porque no divórcio não é apenas a vida, a liberdade, de um que é posta em causa, mas a de dois, ou mais, no caso de haver filhos.


A «liberalização» do divórcio pode responder a um problema sério de muitos cidadãos que se vêem presos a um passado indesejado, impedidos de prosseguirem livremente a sua vida. E é bom que o Estado assegure a todos os cidadãos esse Direito também.
Mas, uma «liberalização» execessiva, ou seja, a possibilidade de um poder decidir a vida de dois (ou mais), sem qualquer juizo prévio, sem qualquer garantia do respeito pelos direitos do outro, pode constituir um caso em que «a emenda é pior que o soneto».


Por outro lado, reconheçamos: o casamento está em crise. E mais do que o casamento, o matrimónio. Está em crise o casamento enquanto instituição social, valor primordial à sociedade humana. Está em crise o matrimónio enquanto pacto de vida e de amor entre duas Pessoas que se escolhem, se entregam e se aceitam mutuamente. E, as crises não se ultrapassam facilitando as suas resoluções, com saídas airosas. As crises ultrapassam-se enfrentando-as e ajudando quem as vive a enfrentá-las e a procurar a melhor solução, que pode até mesmo ser o divórcio, neste caso. Mas até ao divórcio, há todo um caminho que deveria ser percorrido. A «liberalização» do divórcio é um «atalho» neste caminho.


«Quem se mete por atalhos, mete-se em trabalhos».
A sociedade portuguesa tem caminhado demasiadamente por estes «atalhos». E já estamos a sentir o peso dos «trabalhos» a que isso nos vai conduzindo. O mal-estar generalizado na sociedade, as dependências, a indisciplina e falta de responsabilidade, a ausência do respeito pela Autoridade ou pela Lei, a violência fortuita e mesquinha, a pequena e grande criminalidade, tudo são sinais preocupantes a que não podemos ser alheios.


O legislador não pode apenas pretender facilitar a vida aos cidadãos.
Uma sociedade onde tudo é facilitado é uma sociedade para sempre infantilizada.



Nélson Araújo

quinta-feira, março 27, 2008

Ainda o Tibete

As últimas semanas têm-nos surpreendido (mas não muito) com as notícias de repetidas violações dos Direitos Humaos no Tibete - território ocupado pela China. Não nos surpreende tanto a atitude da ditadura comunista chinesa como a atitude hipócrita da Comunidade Internacional que se tem limitado a debitar discursos diplomáticos, mas sem fazer grandes compromissos na luta pela Liberdade para o Tibete.

Entre todos surpreende acima de tudo a atitude hipócrita do Senhor Bush que se no Iraque está disposto a sacrificar mais vidas (além dos 4.000 soldados já mortos), em nome da Liberdade e da Democracia, já sobre o Tibete vai mantendo uma discurso dúbio, como quem quer estar de bem com deus e o diabo ao mesmo tempo. Se o Tibete tivesse petróleo, decerto as coisas seriam bem diferentes!

Por outro lado, a situação no Tibete, a nós portugueses deve-nos fazer pensar e re-pensar muito bem. Tudo porque ainda há uma década atrás era um território português que vivia a opressão de uma ditadura: Timor-Leste. E não fosse o empenho das ONG's e da Diplomacia Portuguesa em conquistar a opinião pública e a vontade dos líderes mundiais, ainda hoje aquele território, hoje uma Nação independente, sofria os horrores da opressão, da violência e da morte.

Por isso, e por tudo o que está aqui em questão - defesa dos Direitos Humanos - não se compreende que algum Partido político, dito democrático, ainda para mais um Partido que diz de si mesmo ser porta-voz dos mais oprimidos, se possa levantar no Parlamento para votar contra a condenação da onda de violência e desrespeito dos Direitos Humanos por parte da China sobre o Tibete.
Mas, aconteceu. Foi ontem e foi em São Bento. O partido: o PCP - qual mais?! - que assim, uma vez mais, deixa cair a máscara e mostra o sangue que lhe corre nas veias! Deviam ter vergonha! Nem a Declaração de Voto apresentada pelo seu líder parlamentar consegue justificar razoavelmente tamanha afronta à defesa da Liberdade e Dignidade de todos os Povos.
Para além disso, o PCP defende-se com o indefensável: a realização dos Jogos Olímpicos em Pequim, que dizem ser a verdadeira razão desta contestação à China por estes dias! Ora, pelo que são e representam as Olimpíadas jamais poderão ser em Pequim! Não enquanto Pequim for o bastião de um regime que não respeita os mais elementares Direitos dos Homem.
A China, com o seu enorme poder económico, conseguiu convencer o Comité Olímpico e quer aproveitar(-se) os Jogos Olímpicos para mostrar ao mundo o que não é: um país de Paz, de Liberdade, de Humanismo!
No Tibete, é a verdade do regime de Hu Jintao que se mostra ao mundo.
E só a enorme pressão dos lobbies económicos a que está sujeito o Comité Olímpico Internacional poderá fazer manter essa decisão.
Se assim for, veremos a reacção dos Atletas olímpicos.
Dos portugueses não esperarei menos que um boicote a todas as cerimónias oficiais!
Paz e Liberdade para o Tibete!
Nélson Araújo

quarta-feira, março 26, 2008

Execução orçamental de 2007 ficou-se nos 2.6%! IVA baixou para 20 %!

De forma surpreendente para os mais cépticos, o governo anunciou hoje os resultados da execução orçamental relativos ao ano transacto de 2007, o que se traduz numa redução do défice para 2.6, menos 4 décimas que a estimativa inicial que era de 3.0.
Trata-se indiscutivelmente de um resultado muito promissor para a desejável consolidação orçamental e que já permitiu anunciar a baixa do IVA(imposto sobre o valor acrescentado), a partir de 1 de Julho próximo, de 21 para 20%.
O significado económico e financeiro deste resultado e da medida de redução do IVA poderão ser base e contributo para o indispensável relançamento económico e para a diminuição do desmprego.
Ou seja, duas boas novidades que só podem ser assacadas ao rigor e controle financeiro da despesa por parte do governo, mas também ao sacrifício e compreensão da generalidade dos cidadãos portugueses, designadamente, empresários e trabalhadores.
É que, será sempre bom recordar, o governo Santana Lopes legara em 2005 um défice que rondava os 6%.




Osvaldo Castro

Liberdade ou Libertinagem?

Ministério Público quer apurar se houve ilícito penal
Aluna que agrediu professora vai ser alvo de processo no Tribunal de Menores
26.03.2008 - 09h21 PÚBLICO


Se é verdade que o 25 de Abril nos deu a Liberdade... não é menos verdade que 34 anos depois chegamos à triste conclusão de que ao fim de todos estes anos a Sociedade Portuguesa ainda confunde Liberdade com libertinagem.
Os casos de indisciplina e violência nas escolas (públicas ou privadas) não de hoje, nem de ontem... do mesmo modo que são um caso pontual numa escola do Porto. São de todos os tempos, sobretudo do pós-25 Abril (porque se confundem Direitos e Liberdades com a tal libertinagem), e de todos os espaços sociais (geográficos, culturais e/ou económicos). E espante-se quem pensa que este é um problema de adolescência (outra desculpa esfarrapada que se inventou para permitir estes devaneios). Sou hoje novamente aluno de uma Instituição Pública de Ensino Superior e posso dizer que já assisti a cenas tristes, é certo que menos violentas mas nem por isso menos degradantes, dentro de uma sala de aulas.

De quem é a culpa?

Não é do Governo. De nenhum Governo. Apesar de já nos terem habituado os partidos políticos e as forças sindicais a fazer de cada escândalo social uma arma de arremesso contra as políticas sectoriais do Governo, este não é um problema de política, de governação e muito menos de legislação.

A culpa é da Sociedade no seu todo. Mas, esta Sociedade não é uma entidade abstracta.

A culpa é em primeiro lugar dos Pais. Primeiros educadores. Que exemplo dão os pais aos seus filhos quando eles próprios usam e abusam da indisciplina e até mesmo da violência no trato social com os seus superiores hierárquicos ou semelhantes? Que mensagem transmitem os pais aos seus filhos quando reagem com violência àqueles que procuram fazer na Escola o que eles não fazem em casa? Como pode um pai esperar que um filho aprenda o dever da responsabilidade quando em casa é sistematicamente desresponsabilizado dos seus deveres e das suas faltas?

A culpa é também dos Profissionais da Educação. Sobretudo neste tempo conturbado para o Sistema de Educação em Portugal. Que exemplo ou mensagem pensam os Professores transmitir aos seus aulos quando, apesar de no exercício de um Direito seu, vêm para as ruas criar confusão, gritar palavras de ordem, exigir direitos sem quererem assumir responsabilidades? Que autoridade pode querer ter dentro de uma sala de aulas um professor que quer avaliar quando não aceita ser avaliado? Muito mal têm defendido a classe os Sindicatos que ao invés de passarem a imagem de um grupo sócio-profissional pacífico, aberto ao diálogo, capaz de assumir deveres e responsabilidades, empenhado na renovação e na modernização, decidido a servir o Bem do País e das gerações futuras, passa de si mesmo a imagem de um grupo 'viciado' em direitos adquiridos, dependente de regalias e interesses particulares, pouco disponivel para servir e para assumir novas exigências.

Neste caso concreto:
Aplaude-se a decisão do MP, se se vier a confirmar.
E após este, esperemos que todos os outros casos de violência nas Escolas tenham tratamento similar. Se os pais não educam, o Estado deve educar. Se os pais não dão o exemplo, o Estado deve dar.

Aplaude-se também a atitude daquela Professora. Qualquer outro Professor ter-se-ia limitado a resignar à impetuosidade da aluna. Ter-lhe-ia dado o telefone para não ter de se incomodar. Mas muito mais, aplaude-se porque reagiu à violências das palavras e dos gestos da aluna (e de outros à volta) com firmeza, mas sem usar das mesmas 'armas'. Um exemplo.
Apesar da minha juventude, perante situações semelhantes a esta já posso dizer como a senhora do anúncio: «no meu tempo...»!
Fosse eu professor e... sei bem como reagiria!
Mas... talvez por isso, não teria dado um bom professor!
Nélson Araújo

segunda-feira, março 24, 2008

Sócrates fez justiça ao distrito de Leiria!




Em Leiria, onde lançou o concurso público para a Concessão do Litoral Oeste (composta por intervenções no IC2 e construção do IC9, IC36 e das variantes de Alcobaça e Nazaré), José Sócrates sublinhou a relevância do investimento de 260 milhões de euros, que será adjudicado ainda este ano e que até 2011 significará 85 quilómetros de novas estradas abrangendo nove concelhos dos distritos de Leiria e Santarém. "É um investimento histórico no distrito de Leiria. Não me recordo de ter havido uma decisão de construir ao mesmo tempo 85 quilómetros de infra-estruturas rodoviárias absolutamente indispensáveis no distrito de Leiria, num único contrato, de uma única vez, de uma forma a afirmar um investimento público desta ordem de grandeza, para construir auto-estradas e vias rápidas", disse o primeiro-ministro. As ligações, "absolutamente estruturantes", são um "investimento decisivo para que Leiria possa dar o seu contributo à economia nacional", um "investimento público que se faz para que Leiria esteja à altura do que tem sido o potencial económico do distrito de Leiria e para responder ao investimento privado". José Sócrates considera que os investimentos hoje lançados "há muito tempo deviam ter figurado no topo das prioridades" do Governo, porque "respondem aos principais problemas do distrito": "Se olharmos para os últimos 20 anos e para o que foi o dinamismo económico de Leiria, e esforço empreendedor de abertura de novos negócios e novos sectores para a economia nacional, há muito tempo que esta região teria merecido um investimento nacional que permitisse dotar o distrito de infra-estruturas que estivessem à altura do desenvolvimento do país". Os 260 milhões de euros a investir na Concessão do Litoral Oeste são por isso "uma prova de confiança no distrito de Leiria" e um "desafio" à sua estrutura económica, para "desenvolverem as suas actividades, para aumentarem os seus investimentos e olharem com mais tranquilidade e confiança o futuro". Por outro lado, o primeiro-ministro sublinhou o impacto das novas vias na redução da sinistralidade: "Portugal foi um dos países da União Europeia que nos últimos dez anos mais reduziu a sinistralidade. Pela primeira vez Portugal está no conjunto dos países médios em termos de sinistralidade. Mas este esforço tem de continuar. Cada vez que lançamos estas concessões e cada vez que melhoramos as nossas estradas, estamos também a dar um contributo para a redução da sinistralidade, para o aumento da segurança rodoviária, no fundo para salvar vidas de portugueses".

Retirado do Jornal da Tarde da SIC
Osvaldo Castro

sábado, março 22, 2008

Começa a faltar a paciência para tanta incompetência (II)



O projecto de piscinas municipais saído da cabeça, vejam bem, do incontornável sr Artur , foi por água abaixo. Abortou. Foi anulado na reunião de câmara de ontem.

É bom fazer um pouco de história sobre este assunto:

1 - Enquanto vereador do desporto deixei um projecto de arquitectura para a construção do complexo de piscinas municipais da Marinha Grande, constituído por duas piscinas (uma de competição e uma de aprendizagem) mais um tanque de hidroterapia para recuperação de doentes.

2 - Para lançar o concurso para a sua construção apenas faltavam alguns elementos de especialidades e pequenas correcções sugeridas pelo Clube Náutico da Marinha Grande.

3 - Quando este executivo tomou posse o autor do projecto, Engº Filipe Bandeira, escreveu à câmara sobre o interesse na continuação do trabalho. Ao fim de dois anos sem resposta, desistiu dele e solicitou a libertação das garantias bancárias, obviamente, para se libertar do seu custo e dos seus prejuízos e deu autorização de autor à câmara para o terminar por meios próprios.

4 - Certo dia, apareceu na reunião de câmara, um concurso para um novo projecto de piscinas;

5 - Estranhamente (ou não) este novo processo de concurso foi apresentado, vejam lá, não pelo vereador do desporto, mas pelo inefável Artur de Oliveira;

6 - Era um processo complexo, confuso, de concurso de ideias mas que também dava direito à execução do projecto, com prémios de presença e de ausência e com valores de base de construção verdadeiramente astronómicos e totalmente incomportáveis para as finanças do município;

7 - Os vereadores do PS votaram contra e justificaram a impraticabilidade daquele processo mais a impraticabilidade da câmara alguma vez conseguir construir uma infraestrutura tão cara ou sequer de posteriormente assegurar custos elevadíssimos com a sua manutenção. Como sempre a coligação PCP/PSD fizeram orelhas moucas ao que nós dissemos;

8 - Ontem, passados largos meses de tudo isto, a câmara propôs a anulação deste concurso e o lançamento de um outro;

Nos próximos anos os marinhenses vão continuar privados de uma boa piscina municipal. E era fácil, bastava que tivessem executado o projecto que lá deixámos, a esta hora já estaria construída.


João Paulo Pedrosa

Começa a faltar a paciência para tanta incompetência (I)

deste executivo municipal, obras não há, decisões políticas que hipotecam o futuro do concelho, começam a ser mais que muitas.
Há uns dias, chamaram-me a atenção que o sr Artur Oliveira tinha votado contra (usando o discurso ideológico que o PCP costuma usar para estas matérias, levando-o mesmo a dizer, olhe também já tem a cassete...) na assembleia geral da SIMLIS, uma proposta de junção entre esta empresa e a empresa Águas do Mondego que garantiria um ganho de 17 milhões de contos na redução da tarifa de saneamento para os próximos anos. Fiquei espantado pois nada disto tinha sido discutido ou apresentado na câmara e só a câmara pode veicular decisões para a assembleia geral da SIMLIS.
Por esta razão apresentei ontem um protesto e denunciei a ilegalidade, na esperança que tudo não tivesse passado de um mal entendido. Qual mal entendido qual quê, o sr Artur, do alto da ignorância que se orgulha de alardear, afirma que votou contra porque não concorda com o modelo das empresas, patati patata, rebéubéu pardais ao ninho, mais para aqui mais para ali, as baboseiras do costume... com Alberto Cascalho a aconselhá-lo para que nestas situações em vez de votar contra que se abstenha.
Tão irresponsável é um como é o outro, aliás, irresponsabilidade é o elemento meridional de toda esta coligação PCP/PSD.
Não sei se o negócio é bom ou é mau, o que sei é que tem que ser discutido e analisado na câmara. Como é que é possível tomarem-se decisões de milhões e milhões de euros que determinam (ou comprometem) o futuro do concelho com base nesta irresponsabilidade ? O sr Artur está na SIMLIS em representação da câmara e não a representar a sua ignorância, a sua incompetência e a sua irresponsabilidade. É preciso dizer basta a tudo isto! Até eu que sou um cidadão calmo e paciente, começo a ficar com os cabelos em pé perante tão calamitosa desgraça.
Os vereadores do PS vão fazer um requerimento a solicitar cópia da decisão tomada, solicitar ao gabinete jurídico da câmara informação sobre a capacidade legal do sr vereador de votar em nome da câmara sem mandato expresso desta e a data em que esta proposta foi enviada para a câmara da Marinha Grande, porque se bem conheço a figura diz uma coisa e o que se passou foi exactamente outra.
Vou procurar recolher mais informações e se se justificar os vereadores do PS farão uma conferência de imprensa e solicitarão a convocação de uma reunião de câmara extraordinária.



João Paulo Pedrosa

quinta-feira, março 20, 2008

Mar Bravo em São Pedro de Moel

Era assim que estava o mar em 12 de Março passado, segundo imagens de Miguel Costa publicadas no YouTube. Obrigado a quem as enviou.

Osvaldo Castro

domingo, março 16, 2008

É urgente parar o genocídio cultural no Tibete!



Como se pode ver aqui a repressão chinesa persiste em destruir a identidade cultural e o próprio povo do Tibete. O Grupo de Apoio ao Tibete, recentemente criado, está a organizar em vários pontos do país vigílias e outras acções de solidariedade com o povo tibetano. Participe nas suas iniciativas ou organize as suas próprias acções...é preciso parar o genocídio!
Osvaldo Castro

sábado, março 15, 2008

Ampliação da Zona Industrial...o prometido foi cumprido!

Transcrevo o teor da resolução nº 13 do Conselho de Ministros da passada quarta-feira, 12 de Março, tal qual me foi transmitida.
É bem certo que, na véspera, eu já fora informado que a abaixo transcrita Resolução iria ser submetida ao Conselho de Ministros, mas, como é óbvio, preferi aguardar pela sua confirmação oficial.
A presente decisão política precisa agora de ser materializada e concretizada, mas que se acabe duma vez por todas com a malévola ideia de que os socialistas pretendiam atrasar o processo para o concluirem apenas em fase pré-eleitoral.
Como é conhecido, assumi perante os meus pares na Assembleia Municipal que tudo faria para ajudar a resolver o assunto...só foi possível agora,mas também porque a permuta a que se alude tem dificuldades de natureza jurídica que não terão permitido uma solução mais atempada.
Como o João Paulo Pedrosa aqui já sugeriu "em linguagem cifrada" o empenhamento e decisão do primeiro ministro foram determinantes para a solução política de uma promessa antiga e que faz justiça às necessidades da economia marinhense.



13. Resolução do Conselho de Ministros que autoriza a permuta de uma parcela de terreno do Estado, sita na Mata Nacional do Casal da Lebre, por duas parcelas de terreno do Município da Marinha Grande

Esta Resolução vem autorizar a permuta de uma parcela com a área de cerca de 54 hectares da Mata Nacional do Casal da Lebre, por duas parcelas propriedade da Câmara Municipal da Marinha Grande, constituídas pelo prédio rústico denominado Pinhal do Concelho/Pinhal do Casal da Boa Esperança, com a área de 534800m2, na freguesia de Coimbrão, concelho de Leiria, e pelo prédio rústico sito no Pinhal da Galiota, freguesia de Vieira de Leiria, concelho da Marinha Grande, com a área de 72 900m2, localizado em área contígua à Mata Nacional do Pedrógão.







Osvaldo Castro

quarta-feira, março 12, 2008

A contestação dos professores

Considero os Professores uma profissão de elevado estatuto e relevância social. Considero e pratico-o: Como aluno, hoje quem muito admiro e estimo foram meus professores; Como autarca, com aqueles que trabalhei oito anos na Marinha Grande e como pai, participando na vida da escola dos meus filhos, ajudando e apoiando sempre os seus profissionais.
Isto não invalida que tenha, hoje, uma profunda discordância no combate que fazem às políticas do ME. A crítica é legítima e o direito de manifestação inalienável, mas a escola é essencialmente um espaço de formação cultural, cívica e de cidadania das gerações que vão ajudar a construir um mundo melhor, mais tolerante e humanizado.
E por isso não posso deixar de assinalar o que tenho assistido nos últimos dias: Um professor de Famalicão mente e insulta a Ministra na televisão, para passado uma semana lhe pedir desculpas públicas; Um dirigente sindical que quando a Ministra impôs as aulas de substituição veio dizer que era uma medida de ataque à classe porque os professores faltavam pouco, vem agora reivindicar milhões e milhões de euros para pagar os que substituíram os colegas que faltaram.
A escola é, pois, muito mais que as reivindicações de uma classe. Por isso é de saudar a Confederação Nacional de Pais que veio dar total apoio às políticas do ME. A escola como organização e como produtora de resultados formativos está hoje muito melhor do que estava e ninguém como os pais para sentirem isso bem de perto.

É bom lembrá-lo para que tudo não fique pela espuma da contestação.


João Paulo Pedrosa

segunda-feira, março 10, 2008

Bush, "O Torturador"

Não bastavam a invasão do Iraque ou as sucessivas infracções da Convenção de Genebra e as recorrentes violações dos direitos humanos... "Sua Excelência" o presidente americano ainda se dá ao luxo de vetar a lei do Congresso que visava acabar com a tortura nos interrogatórios de prisioneiros.
Para finalizar os seus dois desastrosos mandatos,George Bush insiste em deixar marcas do seu estilo de polícia do mundo e de especialista na violação do direito internacional humanitário...
Pode ser que lhe suceda um presidente democrata...e então pode ser que Bush se venha a arrepender da senda criminosa por que enveredou nos últimos oito anos...







Osvaldo Castro

Zapatero parte para um segundo mandato...!


Zapatero e o PSOE reeditaram, ontem, a vitória sofrida de 2004...
Ainda que sem ter logrado atingir a maioria absoluta, mercê de um ambiente de elevada bipolarização entre os dois maiores partidos de Espanha, Zapatero disfruta de boas condições de governo para um segundo mandato, já que se comprometeu a buscar os mais amplos apoios políticos e sociais e a privilegiar o diálogo social e político.
De Espanha, afinal, continuam a soprar bons ventos...
Osvaldo Castro

Naide Gomes, 7 metros de ouro...


Um salto em comprimento de 7 metros valeu a medalha de ouro a Naide Gomes nos Campeonatos do Mundo de pista coberta que decorreram ontem na cidade de Valência.
Boas perspectivas para os próximos Jogos Olímpicos de Pequim.
Parabéns, Naide Gomes!
Osvaldo Castro

quarta-feira, março 05, 2008

O seu a seu dono

A informação deste post pode ser enganadora como o foi, aliás, para o JN, porque de facto - como lá escreve um comentador - não é este executivo que está a propôr um parque de estacionamento na J Ferreira Custódio. Quem consignou aquele espaço apenas ao uso de parque de estacionamento no Plano de Salvaguarda foi o PS. Só por isso é possível comprar um terreno daquela dimensão aquele preço. Estamos no terceiro ano de mandato da coligação PCP/PSD e ainda está para vir a primeira obra da primeira ideia de tão exuberantes capacidades políticas. Não há ideias, não fazem projectos e nem sequer fazem algumas delas com projectos que lá deixámos.
Não é preciso esperar pelo fim porque a penúria de execução vai ser mais ou menos a mesma (mais estrada menos estrada alcatroada) e daqui concluirmos, sem grande esforço comparativo, que este é o pior executivo municipal desde o 25 de Abril. É também o mais arrogante e desrespeitador dos direitos dos vereadores da oposição. Uma coroa cheia de glórias!


João Paulo Pedrosa