sexta-feira, setembro 21, 2007

Choque e pavor!

Neste momento, uma da manhã, acabo de receber um telefonema de um amigo da Marinha Grande a informar-me que grandes máquinas estão ainda a trabalhar, numa grande azafama, no terreno do pinhal da feira onde a maioria PCP/PSD pretende instalar provisoriamente o mercado. Uma montanha de brita, meia dúzia de máquinas de grande porte (alugadas à pressa sem regras nem concurso, quanto custaram? naturalmente muito mais que num concurso público), casa de banho em contentores (caríssimas), pavimentações, iluminação provisória, baixadas e postes que já tinham garantido da EDP (sem negociação e com custos elevadíssimos, naturalmente), instalações para água, saneamento, contentores, funcionários, horas extraordinárias, obras que ficam por fazer porque a concentração de meios humanos e materiais da câmara naquele local é impressionante, se a tudo isto acrescentarmos ainda ou 12 mil contos de aluguer das tendas, a brincadeira das instalações provisórias para o mercado não fica a menos, contas por alto, de 30 mil contos, para apenas um mês que é o que eles dizem querer (não faço a mínima ideia para onde é que vão a seguir). Apesar do adiantado da hora eu não estou a sonhar, é uma dura e triste realidade. Pobre maioria, a nossa!



João Paulo Pedrosa

Convém lembrar

que estas são as instalações de um mercado novo, pronto a funcionar, mas que a maioria PCP/PSD se recusa a abrir para não dar o dito por não dito das suas promessas eleitorais. Sempre me ensinaram que estas eram para satisfazer as necessidades da população e não o contrário. Pobre maioria, a nossa !



João Paulo Pedrosa

quinta-feira, setembro 20, 2007

As mil e uma noites

Inspirados nos recentes sheikes dos emirados árabes unidos que vieram a Portugal participar numa corrida de cavalos, a maioria PCP/PSD decidiu comprar pelo valor de 30 mil contos mais IVA, ou aluguer por 12 mil contos mais IVA para apenas um mês, um conjunto de três tendas para instalarem no pinhal da feira (junto aos campos de ténis) o mercado municipal. Quando estes valores chegaram à câmara, já passava das 18 horas, ainda Barros Duarte não tinha regressado do seu almoço com os colegas do banco. Cruzei-me com ele nas escadas. Passada meia hora tinha uma mensagem no meu telemóvel, "o sr presidente quer uma reunião extraordinária para amanhã às nove e meia da manhã, qual é o assunto ? Mercado Municipal!
Fiquei a pensar, será que reconsideraram ? será que já não vão avançar com a loucura de instalar o mercado ao ar livre, na rua, sem o mínimo de condições de higiene ? Não é hábito terem em conta as nossas propostas, mas será que desta vez é diferente ? É que nós, vereadores do PS, numa atitude do mais elementar bom senso, apresentámos uma proposta de passar, já no próximo sábado, os vendedores para as instalações do novo mercado, a proposta foi reprovada com os votos da maioria PCP/PSD. Se mudaram de opinião e se reconsideraram, darei aqui amanhã conta disso.


João Paulo Pedrosa

Acta da reunião de câmara - Portela

Na última reunião os vereadores do PS tinham agendado para a reunião de hoje uma proposta para a aquisição dos terrenos da portela. Durante a semana, algumas fontes foram-me fazendo chegar a informação que o PSD tinha dado indicações ao seu vereador para a votar favoravelmente. Disse cá para mim, com papas e bolos se enganam os tolos. A ver vamos!
No início apresentei o meu protesto por a proposta, agendada há 15 dias, não constar da agenda. Responde-me o vereador Alberto Cascalho que era para ser estudada juridicamente, blá, blá... que era para ser estudada financeiramente, blá, blá... mais isto e aquilo. Vi logo que o que pretendiam era empatar para não se discutir nem votar. Retorqui que não lhes competia a eles fazerem considerações sobre as nossas propostas, isso é ilegal, mas sim colocá-las à votação. Que não, queriam, blá, blá... estudá-la, blá, blá... analisá-la, blá, blá... pensar melhor. Fiz então um requerimento solicitando a discussão e votação imediata. Posto à votação o requerimento foi aprovado com 5 votos a favor (dos vereadores do PS e dos vereadores do PCP), um contra (quem é que havia de ser ? Artur Oliveira, pois claro!) e a abstenção do presidente da câmara. A votação tão significativamente favorável, só demonstrou que todos estavam, justamente, em condições de a votar. Posta à votação a proposta do PS para a câmara comprar os terrenos da portela teve o seguinte resultado. Três votos a favor dos vereadores do PS, três votos contra dos vereadores da maioria, sendo que um deles foi eleito nas listas do PSD. O presidente da câmara teve a seguinte votação: abstenho-me, não, voto contra, declaração de voto, não, volto a abster-me. Secretária da reunião, sr presidente como é que vota então ? pronto, abstenho-me. Houve empate, segunda votação, empate, terceira votação por voto secreto, empate. A decisão final fica para a próxima reunião.
Faço aqui uma ressalva, Artur Oliveira não votou a mando do PCP, a minha fonte é que estava mal informada.



João Paulo Pedrosa

Acta da reunião de câmara - introdução

a reunião de hoje fevilhava de interesse, proposta do PS para compra dos terrenos da portela, encerramento do mercado municipal por parte da ASAE por ausência total de condições de higiene e verdadeiro atentado à saúde pública, eram temas a deixar antever muita polémica.
A reunião começou com o presidente da câmara cheio de pressa porque tinha que se ir embora para um almoço com antigo colegas do banco. Fiquei logo de pé atrás, Barros Duarte anda a faltar a muitas reuniões e, normalmente, é para não se comprometer com assuntos que ele quer ver aprovados, mas sem a sua participação. O início prometia.


João Paulo Pedrosa

quarta-feira, setembro 19, 2007

Comédia como tragédia

O comunicado que acabo de ler no site da câmara é um brilhante texto de comédia que não fora as consequências trágicas que acarreta para o concelho, para a sua população, para a economia local e para os vendedores, seria digna de figurar no anais desta arte teatral. Vamos aos factos:
1 - Por questões que se prendem com compromissos eleitorais do vereador do PSD, estarão lembrados, prometeu que (sic) "os vendedores nunca sairiam daquele espaço", a maioria PCP/PSD não quis abrir o novo mercado;
2 - Para isso desculpou-se com um relatório do delegado de saúde que apontava para pequenas correcções a efectuar. Ora é estranho que uma autoridade sanitária diga que o Novo Mercado não tem condições de funcionar, antes mesmo de ele abrir e mantenha em actividade um outro que comprovadamente é um atentado à saúde pública. Muito estranho mesmo. Aliás, não se percebe também porque é que esta maioria PCP/PSD é tão exigente nos pormenores de um relatório que apontava uma falha aqui de ventilação e uma falha ali de electricidade ou ainda uma falha acolá num dos degraus da escada e deixa estar aberto ao público o Parque da Cerca, de cuja contaminação por metais pesados tão perigosos para a saúde, estes senhores da maioria PCP/PSD, disseram ir salvar-nos.
3 - Há quase um ano o vereador do PSD e a restante vereação PCP, com o voto contra do PS, fizeram aprovar na câmara um conjunto de obras para "arranjar" o velho mercado. Na altura afirmámos que essas obras eram um desperdício de dinheiros públicos de muitos milhares de euros e que nem sequer sabíamos se essas obras cumpriam as exigências legais e regulamentares para os mercados de géneros alimentícios. Agora dão-nos conta que a ASAE encerrou o espaço por falta de condições higieno-sanitárias. Então e as obras que lá fizeram ? cumpriram a legislação ? se não porquê ? a quem se devem pedir responsabilidades ? o delegado de saúde deu parecer favorável ?
4 - Agora vêm dizer que andam à procura de um espaço alternativo. É caso para rir, só pode ser. Vão colocá-lo onde ? em frente à Câmara Municipal ? na Praça do Vidreiro ? no Parque da Feira de acordo com o projecto que esta maioria concebeu, há quase um ano, para os vendedores ambulantes e que ainda não se viu lá nada ? e onde o colocarem tem condições de higiene e salubridade ? e o delegado de saúde autoriza ?
Os argumentos são intermináveis e a informação da câmara é de uma profunda irresponsabilidade, incompetência e incapacidade de gerir a coisa pública, limitam-se a sacudir a água do capote e a atirar responsabilidade para cima dos outros. Se não sabem governar, não governem, mas ao menos tenham a decência de assumir os seus próprios erros e não se refugiarem na cobardia de atirarem sempre as culpas para cima dos outros. Espero amanhã por um bocado de bom senso na cabeça daquela gente. Ó almas do purgatório!!!



João Paulo Pedrosa

sexta-feira, setembro 14, 2007

A verdade é como o azeite

Sempre disse, por mais ruído que haja à volta desta matéria, que qualquer reestruturação de funcionamento do centro de saúde da Marinha Grande, passaria por manter o atendimento aos utentes durante as 24 horas. A questão é apenas a de saber em que moldes é que isso vai ser feito e é nesse sentido que todos devemos trabalhar. Foi por isso também que apresentámos na reunião de câmara um modelo de funcionamento que foi aprovado por unanimidade. No fim veremos quem contribuiu mais para o bom funcionamento do centro de saúde, se a agitação e propaganda, se a negociação séria.


João Paulo Pedrosa

domingo, setembro 09, 2007

Pérolas das reuniões de câmara

Há uns meses atrás defendi na reunião de câmara, a propósito da carta educativa, a construção de um centro educativo (jardim de infância, seis salas de 1º ciclo, cantina, biblioteca e espaço de recreio polivalente) tudo num só espaço moderno e funcional, em Picassinos. O PCP defendeu que as seis turmas deviam ficar distribuídas por três edifícios antigos e sem condições nenhumas para as crianças aprenderem e brincarem (hoje há até uma sala de aula a funcionar na igreja). Artur Oliveira, vereador da maioria, eleito nas listas do PSD, votou pela proposta do PCP. Na passada quinta-feira o PCP reconsiderou e veio dizer que afinal era melhor um centro educativo para Picassinos onde todas as escolas ficassem juntas. Artur Oliveira também concordou com o PCP. Só gostava de saber se mudaram de opinião no mesmo dia e na mesma hora, sim, porque o homem não é um pau mandado, eu é que tenho mau feitio.


João Paulo Pedrosa

sexta-feira, setembro 07, 2007

Amanhã, às 21 horas, em Porto de Mós





João Paulo Pedrosa