quarta-feira, novembro 29, 2006

Ainda notícias do congresso do PS

pode ler aqui


João Paulo Pedrosa

terça-feira, novembro 28, 2006

Ditosa Pátria - Ouçam a Francelina (8)

Pode ser lido aqui


João Paulo Pedrosa

domingo, novembro 26, 2006

Fórum do Largo das Calhandreiras

Habituei-me àquele espaço pela sua irreverência...
A primeira vez em que com ele contactei foi há um ano atrás quando eu era 'vítima' dos Posts ali publicados. Apelidado de «Cura Araújo» era indiciado pela minha proximidade ao Partido Socialista e pela minha acérrima contestação ao PCP (quer por princípios/convicções ideológicas, quer por princípios sócio-políticos).
Mais tarde, no pós-eleições autárquicas de 2005, o Largo deu lugar ao Fórum.
Aberto à participação de todos propunha-se debater, discutir, com a mesma irreverência, com a mesma acuidade, os problemas, a vida da Cidade e das suas gentes.Não hesitei em inscrever-me. Claro que desde sempre vi nisso a oportunidade de me manter atento à Cidade nesta nova e (esperava-se já) dificil etapa da sua história... Confesso que desisti rapidamente da ideia. Perdeu interesse a certo momento o debate que ali se fazia.
Voltei mais tarde, alguns meses depois, porque numa noite qualquer encontrei um comentário que perguntava por mim (pelo Cura Araújo) que tinha 'desparecido' naquele entretanto... Voltei, e fiquei.
Não posso dizer que concordasse com tudo o que ali era dito. Pelo menos não com a forma como muitas coisas foram ditas. Por isso discordo em parte do 'anonimato' a que muitos se remetem. Creio que quem está convicto, quem acredita na verdade do que afirma deve ter a hombridade de dar a cara por isso mesmo. Foi nesse sentido que desde sempre, neste meio, me identifiquei e recusei assinar qualquer texto sem o fazer. E isso, por vezes, custa caro!Tenho, quanto a mim, a consciência tranquila. Tudo o que alguma vez afirmei foi com base nas minhas convicções, ainda que essas possam não estar de acordo com a maioria. Se alguma vez escrevi num tom mais satírico não foi no entanto difamando ou denegrindo o bom-nome e a boa-fama de quaisquer Pessoas ou Instituições. Há que distinguir. E o mal é que tantas vezes, porque não se sabe distinguir, acaba por se confundir!
Foi com enorme espanto que me deparei com a nova apresentação do Fórum. Todo o seu Arquivo foi irradicado por um suposto 'vírus'. Sem aviso prévio. Ou talvez não. O aviso prévio veio de onde não se esperava: de um Jornal. Não me parece ser mera coincidência que no mesmo dia saia um Jornal da região com um trabalho de fundo sobre os Blogues (entre os quais o Fórum) e ao mesmo tempo seja 'limpo' o Fórum do Largo das Calhandreiras. Muito menos, porque já antes havia sido 'denunciado' no próprio Blogue, por alguém que não recordo e que agora com pena lamento não ter registado, haver diligências no sentido de se descobrirem os Autores do Fórum, situação essa que foi referida no mesmo Jornal, citando uma afirmação minha, e que mantenho.
Infelizmente, todos estes factos coincidentes levam-me a crer que esta mudança radical e repentina no referido Blog se deve apenas e só ao resultado de uma acção de pressão política, sabe-se lá por parte de quem e como, tenha sido ela feita de um modo directo ou tão só indirectamente.
Terá havido intervenção de alguma autoridade (judicial) competente para determinar o encerramento do Blog?
Terá havido receios de represálias que determinaram que os 'propietários' do Fórum o tenham redireccionado?
O que aconteceu?
Esta história está, por enquanto, mal contada. E creio que vai ainda fazer correr muita tinta!
Mas pior, seja qual for a história que venha a ser contada ainda, a muitos que fizeram parte daquele Blog sempre parecerá que este foi um caso de atropelo do Direito Universal ao Livre Pensamento e à Liberdade de Expressão do mesmo!

Estará a Marinha Grande, politicamente, a recuar no tempo?

Nélson Araújo
Cidadão Padre

quarta-feira, novembro 22, 2006

Congressistas de Leiria



João Paulo Pedrosa

sábado, novembro 18, 2006

XV Congresso Nacional do PS


O PS, assume hoje no governo, uma das missões mais difíceis e patrióticas da sua história, salvar o Estado Social e promover as condições para que os portugueses vivam com mais riqueza e com mais bem-estar.
Estes dois objectivos são o fundamento doutrinário de uma governação de esquerda e socialista, ou seja, são o fundamento de uma luta permanente contra a DESIGUALDADE.

O povo português, chamou os socialistas a governar nas circunstâncias mais dolorosas da nossa história recente, perante o descrédito institucional do governo anterior, o agravamento da crise económica do país e perante a concretização de um programa político neo-liberal, cujo principal objectivo visava o desmantelamento do Estado Social.

O Partido Socialista, neste ano e meio de governo, credibilizou as instituições do estado e já encetou um conjunto de reformas políticas que puseram cobro aos desmandos neo-liberais e à inacção da direita em Portugal.
Por isso

Para nós socialistas, governar à esquerda, é fazer da redução da despesa pública não um fim em si mesmo, mas um instrumento necessário para melhor redistribuir a riqueza.

Para nós socialistas, governar à esquerda, é fazer uma reforma da Segurança Social, não para entregar as contribuições dos trabalhadores a privados e aos comissionistas da bolsa, mas para garantir, com solidariedade geracional, a sua sustentabilidade futura.

Para nós socialista, governar à esquerda, é fazer uma reforma da educação que tem como objectivo a garantia de uma escola pública qualificada, a tempo inteiro, numa verdadeira política de igualdade de oportunidades para ricos e para pobres como nunca houve em Portugal.

Se governar à direita é o oposto de tudo isto, também há na nossa esquerda quem pense assim. Quem, por preconceito e arcaísmo ideológico, pretenda manter tudo como está. Ora essa é a atitude conservadora. E ser de esquerda é transformar, não conservar. Transformar um país onde ainda campeiam as assimetrias e as desigualdades, num país solidário e que dê prosperidade aos seus cidadãos.

No momento em que se realiza o XV congresso nacional do PS, os socialistas de Leiria apoiam o SG e exortam-no a prosseguir o caminho para alcançar o objectivo fundamental de salvar o estado social e modernizar o país.

Prosseguir uma política de poupança dos dinheiros públicos para os redistribuir melhor e fortalecer a coesão social. Coesão social que passa pela continuação da política seguida de apoio aos mais desfavorecidos, aos idosos e às crianças e por uma política de família aberta aos novos tempos, sem preconceitos ideológicos ou morais e que fomente e incentive significativamente a natalidade.
O país precisa que se façam mais filhos e que seja também mais fácil a tarefa de os manter.

Prezados amigos e camaradas

O que este ano e meio de governação nos tem mostrado é que só o PS tem na população portuguesa suficiente ancoragem social para fazer reformas tão difíceis e tão necessárias. Como diz o provérbio, “jamais podemos desesperar no meio das mais sombrias aflições, pois das nuvens mais negras cai água límpida e fecunda”.

É por isso que todos nós, socialistas, dirigentes e militantes, temos o dever de prosseguir o fortalecimento desta ligação do partido com a sociedade. O socialismo do século XXI representa o anseio por uma cidadania avançada, de direitos e responsabilidades, aberto à participação de todos sem quaisquer restrições e amplamente comprometido com a liberdade individual e a justiça social. E é isso que vamos alcançar !

(intervenção proferida no congresso no passado sábado)

João Paulo Pedrosa


quarta-feira, novembro 08, 2006

(post it 18) Pena da Morte

Sou contra a pena de morte. Por razões filosóficas, morais, ideológicas. Excluindo a legítima defesa, não concebo nem aceito que um qualquer ser humano possa tirar a vida a outro ser humano.
Condenar Saddam Hussein, ou qualquer outro ditador, à morte, é justificar a barbárie e prosseguir uma justiça salomónica, abjecta e hipócrita. Mas até neste particular a justiça dos justiceiros é injusta e injustificada, porque há ditadores condenáveis e ditadores inimputáveis (assumam eles a forma individual ou colectiva – Estado).
Repugna-me a violência, repugna-me a falta de respeito pela vida humana, repugna-me a banalização das imagens chocantes da morte e do sofrimento, que todos os dias ao jantar espreitamos pelo canto do olho, entre duas colheradas de sopa. Sem sertirmos qualquer remorso.
No domingo de manhã, após conhecida a setença que impende sobre Saddam, ouvi uma extraordinária dissertação de Nuno Rogeiro sobre uma questão que parece preocupar o ditador, os advogados, os politólogos, os comentadores e todo o restante séquito de bobos da corte. Dizia Rogeiro que Saddam e os seus advogados prefeririam o fuzilamento ao enforcamento pelo simples facto do primeiro ser uma execução privada e o segundo uma execução pública. Assim, optando pelo fuzilamento Saddam evitaria a exposição pública do seu corpo após a aplicação da pena capital, evitaria ser exibido como um troféu de caça dos justiceiros.
Poupem-me por favor!


Filipe Gomes

Ditosa Pátria - Margaridas (7)

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João Paulo Pedrosa