quarta-feira, agosto 30, 2006

Responda quem souber

Voltando ainda às declarações do presidente da câmara sobre o centro de atendimento a toxicodependentes. De acordo com o relatório que referi abaixo, há lá uma frase muito interessante e que reproduzo:

(...) "O sr presidente da junta de freguesia da Marinha Grande deu até como exemplo alguns toxicodependentes que conhecia e que antes flagelavam os pais e familiares extorquindo-lhes dinheiro para a droga e que agora com o tratamento e o apoio do CAT os pais apenas lhes davam o dinheiro para o tabaco" (...).
O relato desta situação vivida e observada pelo autarca da freguesia, faz-nos concluir que uma família se libertou da agressividade, da coação e das ameaças físicas que o consumo de drogas acarreta em muitos dos nossos lares. Imagine agora o leitor que esta família lê as declarações do presidente da câmara ao Diário de Leiria onde diz, passo a citar, "o CAT na Marinha Grande agravou a situação da toxicodependência no concelho". Perante estas declarações, proferidas por tão alto responsável local, a família só tem uma saída, retirar o filho dos tratamentos médicos e regressar ao terror do dia-a-dia das ameaças e das agressões físicas, da extorção, do tráfico e do consumo. E se no meio de tudo isto, como tantas vezes acontece, surgir uma grande tragédia, quem é o responsável ?



João Paulo Pedrosa

terça-feira, agosto 29, 2006

Graves, muito graves

são as declarações proferidas hoje, pelo presidente da câmara da Marinha Grande, ao jornal Diário de Leiria. Enquanto vereador da acção social com responsabilidade na área da toxicodependência reuni no início do verão as forças vivas do concelho no ambito do CLAS (conselho local de acção social) e enviei a Barros Duarte um relatório que, entre outras coisas, dizia o seguinte:

(...) O diagnóstico da situação e a avaliação do CAT foi feita por todos os intervenientes e chegaram-se às seguintes conclusões:
- O encerramento da IVIMA foi um ganho muito importante para diminuir o tráfico e o consumo de droga na cidade, de mais de 3000 seringas distribuídas a toxicodependentes no mês de Abril por equipas de rua, no mês de Maio esse valor desceu drasticamente para cerca de 800 seringas distribuídas; O CAT tem em tratamento neste momento 265 doentes toxicodependentes.
Desde o dia 17 de Abril em que abriu ao público carenciado, o centro Porta Azul já atendeu 101 pessoas, onde 55 tomam banho regularmente, 50 beneficiam de tratamento de roupa, 37 beneficiam de distribuição de roupa e cerca de 20 tomam lá as refeições com regularidade, para além deste serviço de apoio aos toxicodependentes mais fragilizados e de condição social mais debilitada o centro Porta Azul, a pedido da câmara municipal, disponibilizou uma sala para reuniões do grupo Narcóticos Anónimos da Marinha Grande.
Foi referido por todos os participantes que o clima social do concelho no que diz respeito a este flagelo da droga foi muito atenuado, sendo já visível os toxicodependentes andarem “limpos, lavados e barbeados”.
O sr Presidente da Junta da Marinha Grande deu até como exemplo alguns toxicodependentes que conhecia e que antes flagelavam os pais e familiares extorquindo-lhes dinheiro para a droga e que agora com o tratamento e o apoio do CAT os pais apenas lhes davam o dinheiro para o tabaco.
Não obstante este clima atenuado há ainda alguns toxicodependentes (cerca de 20) que embora estando a ser acompanhados pelo CAT, alternam o tratamento com outros consumos e tráfico. São toxicodependentes que se concentram no Casal de Malta junto ao café Taiti, junto ao centro de saúde e numa casa abandonada junto à estação de comboios. Todos estes casos estão a ser acompanhados quer pelo CAT, quer pelo centro Porta Azul, quer pela PSP da Marinha Grande(...)

O Presidente leu este relatório, agendou-o para discussão em reunião de câmara (onde dei estas e outras explicações que me foram pedidas) o que levou o colectivo a congratular-se com os resultados alcançados. Por conseguinte, declarações deste tipo, feitas por um presidente de câmara, podem conduzir muitas famílias que hoje são flageladas pelo drama da droga a retrairem-se na procura de um tratamento adequado e a manterem os seus filhos prisioneiros de uma degradação humana e moral que a todos deve preocupar e cujas consequências se podem revelar trágicas. A serem verdade, as declarações do presidente da câmara, são inadmissíveis e totalmente irresponsáveis.



João Paulo Pedrosa

segunda-feira, agosto 28, 2006

Na massa do sangue

Na quinta-feira (que se prolongou para sexta-feira) a reunião de câmara foi particularmente demorada. É que havia um conjunto de propostas de deliberação para reduzir verbas e apoios às colectividades do concelho - ao grupo desportivo moitense, ao sport operário marinhense, ao bombeiros da marinha grande, entre outros. Havia nestas propostas uma justificação que, cito, se prendia com a diminuição de verbas do estado para as autarquias locais.
Votei contra e apresentei uma declaração de voto dizendo que ao contrário da informação do presidente da câmara as verbas não só não foram reduzidas, como foram aumentadas em 1,4%. Para além disso, declarei e provei com documentação que estava presente em reunião de câmara que esta apresenta uma grande liquidez financeira em depositos à ordem e a prazo. Para surpresa minha, o presidente da câmara não fez nenhuma declaração de voto a seguir à minha mas, à boca pequena, confidenciou-me que de facto na nova versão da lei das finanças locais o concelho da Marinha Grande não tinha sido prejudicado.


João Paulo Pedrosa

terça-feira, agosto 22, 2006

Sporting-Inter Milão: Só eu sei porque não fiquei em casa!


Porque este é um espaço de Liberdade e de Respeito pela Diferença e pela Diversidade, aqui fica o meu tributo ao meu amado Sporting.
NA
Ps. Boa sorte para o Benfica no jogo de hoje.

segunda-feira, agosto 21, 2006

Benfica-Austria: O verdadeiro jogo importante da semana



João Paulo Pedrosa

sexta-feira, agosto 18, 2006

Ditosa Pátria

Migrações, texto que me foi suscitado pela leitura do post do nosso blogger padre Nelson Araújo e que pode ser lido aqui



João Paulo Pedrosa

quinta-feira, agosto 17, 2006

Coligação Vodka com Laranja

A moção a que fiz referência no post anterior não foi feita na Marinha Grande, trata-se de moções/tipo elaboradas no comité central do PCP que depois são difundidas para todo o país. A alguns amigos de outros locais do distrito que acham que eu exagero quando digo que na Marinha Grande o PSD é uma muleta acrítica do PCP, podem agora constatar que a dependência já não é só da rua Marquês de Pombal é directamente da Soeiro Pereira Gomes.



João Paulo Pedrosa

Demagia e Propaganda

No passado dia 30 de Junho a coligação autarquica PCP/PSD fez aprovar uma moção falsa na Assembleia Municipal. Como é tradição do PCP (e agora, por força da coligação, também do PSD) assim que são governo em muitas autarquias, em vez de resolverem os problemas, têm por hábito chutar para o lado. Quero dizer, por outras palavras, culpam toda a gente pela sua ineficácia, na esperança de assim enganarem os eleitores. Desta vez a balburdia foi porque o governo se preparava para aprovar uma lei de finanças locais que reduzia as verbas para o município, limitando assim a capacidade de realização de obras. As obras, como é sabido, ninguém as vê, nem vai ver, no entanto, a dado passo, lá dizia a moção " queremos manifestar o desacordo com os princípios lesivos do Poder Local Democrático que enformam a proposta de nova Lei das Finanças Locais agora apresentada pelo Governo, que vindo ao arrepio do que seria necessário, virá, no caso de ser aprovada tal como se encontra, a empobrecer fortemente a autonomia administrativa e financeira das autarquias locais, isto é, a democracia em Portugal".
Com a aprovação da lei em conselho de ministros e de acordo com dados que a câmara municipal já possui constata-se o seguinte:

- Pela antiga lei de finanças locais a CMMG recebeu no ano de 2006: 5 668 347 Euros
- Pela nova lei vai receber mais 1,4% totalizando para o ano de 2007: 5 746 782 Euros

Era uma boa atitude política que na próxima assembleia municipal a coligação PCP/PSD pedisse desculpa aos cidadãos do concelho por os terem enganado aprovando uma moção cujo conteúdo era falso.



João Paulo Pedrosa

quarta-feira, agosto 16, 2006

O mundo está (cada vez mais) perigoso

A resolução 1701 do conselho de segurança da ONU é uma derrota política de Israel, depois de uma derrota militar como nunca antes havia acontecido desde a fundação do Estado em meados do século passado. No entanto, esta derrota é, mais do que tudo, uma grande derrota do mundo e dos valores da civilização ocidental face ao fundamentalismo islâmico e à barbárie das suas sociedades feudais e da sua exaurida cidadania.
Israel é, justamente, um estado laico que se rege pelos princípios da democracia política e pelos valores das liberdades públicas que ao longo da sua existência e na história dos seus inúmeros conflitos militares luta apenas com um objectivo – garantir a vida e a segurança dos seus cidadãos. Repito, garantir a vida e a segurança dos seus cidadãos.
Israel está rodeada de regimes políticos ditatoriais, corruptos e teocráticos, que não respeitam os direitos humanos, que mantém a vida das mulheres no mais humilhante obscurantismo feudal e que, apesar de possuírem riquezas naturais valiosíssimas, condenam as suas populações à fome e à ignorância. Estes países têm apenas um objectivo – acabar com o estado de Israel. Ao contrário do que por vezes se quer fazer crer, não travam com Israel apenas um conflito religioso, estes países travam com Israel, essencialmente, um combate à civilização ocidental, às liberdades individuais, aos direitos das mulheres, à tolerância religiosa e ao estado de direito. É por isso que o nosso modo de vida e os nossos cidadãos estão mais vulneráveis e ameaçados do que nunca. O terrorismo e a barbárie de quem não tem nenhum respeito pela vida humana ganharam força e terreno.
Em todo este contexto, talvez, Israel tenha sido quem menos perdeu. Agora, mais do que nunca, ficaram a saber que não são inderrotáveis militarmente e que, portanto, a segurança dos seus cidadãos não estava tão acautelada como à partida imaginavam. Talvez tenham aprendido também que as concessões territoriais que têm vindo a fazer na Cisjordânia, em Gaza e nos Montes Golã em nada contribuem para a resolução da situação dos palestinianos, apenas vieram agravar a vulnerabilidade do seu território e a segurança das populações. Acho que ainda o descobriram a tempo. Há males que vêm por bem!

ps - ilustro este post com uma foto de Haifa, uma das cidades mais tolerantes do mundo, uma cidade que preza a diversidade cultural, uma cidade que respeita profundamente a liberdade dos homens e das mulheres, uma cidade de paz.



João Paulo Pedrosa

sábado, agosto 12, 2006

Sinal de Tempos Novos

A 15 de Janeiro celebrou-se o Dia Mundial do Migrante. Para essa ocasião o papa Bento XVI escreveu a mensagem que recupero aqui, porque amanhã, dia 13 de Agosto, em Portugal, se encerra a Semana Nacional das Migrações e em Fátima serão milhares os e/imigrantes que se reunirão para na Fé celebrar este evento.
Pela pertinência da reflexão ouso deixar neste espaço a Mensagem do Papa na esperança de que a todos nos ajude a reflectir sobre a imensa riqueza, mas também problemática, que suscita este fenómeno global.

«Há quarenta anos concluiu-se o Concílio Ecuménico Vaticano II, cujo rico ensinamento abraça muitos campos da vida eclesial. Em particular, a Constituição pastoral Gaudium et spes desenvolveu uma análise atenta sobre a complexa realidade do mundo contemporâneo, procurando os caminhos oportunos para levar aos homens de hoje a mensagem evangélica. Para esta finalidade, aceitando o convite do beato João XXIII, os Padres conciliares comprometeram-se a perscrutar os sinais dos tempos interpretando-os à luz do Evangelho, para oferecer às novas gerações a possibilidade de responder de maneira adequada aos interrogativos perenes acerca do sentido da vida presente e futura e da justa orientação dos relacionamentos sociais (cf. Gaudium et spes, 4). Entre os sinais dos tempos hoje reconhecíveis devem certamente incluir-se as migrações, um fenómeno que assumiu no decurso do século que há pouco se concluiu uma configuração, por assim dizer, estrutural, tornando-se uma característica importante do mercado do trabalho a nível mundial, como consequência, entre outras coisas, do poderoso estímulo exercido pela globalização.
Naturalmente, neste "sinal dos tempos" confluem diferentes componentes. De facto, ele inclui as migrações quer internas quer internacionais, as forçadas e as voluntárias, as legais e as irregulares, sujeitas também à chaga do tráfico de seres humanos. Também não pode ser esquecida a categoria dos estudantes estrangeiros, cujo número aumenta todos os anos no mundo.
Em relação aos que emigram por motivos económicos, merece ser realçado o recente facto da "feminização" do fenómeno, isto é, da crescente presença nele do componente feminino. De facto, no passado, eram sobretudo os homens que emigravam, mesmo se as mulheres nunca faltaram; contudo elas movem-se principalmente para acompanhar os respectivos maridos ou pais ou para se reunir onde eles já se encontram. Hoje, mesmo sendo numerosas as situações desse género, a emigração feminina tende para se tornar cada vez mais autónoma: a mulher atravessa sozinha as fronteiras da pátria, à procura de um emprego no País de destino. Aliás, não raramente a mulher migrante tornou-se a fonte principal de rendimento para a própria família. A presença feminina registra-se, de facto, prevalecentemente nos sectores que oferecem baixos salários. Portanto, se os trabalhadores migrantes são particularmente vulneráveis, entre eles as mulheres são-no ainda mais.
Os âmbitos de emprego mais frequentes, para as mulheres, são constituídos, além do trabalho doméstico, pela assistência aos idosos, pelo cuidado das pessoas doentes, pelos serviços relacionados com o âmbito hoteleiro. Eles constituem igual número de campos nos quais os cristãos estão chamados a dar provas do seu compromisso para o justo tratamento da mulher migrante, pelo respeito da sua feminilidade, e reconhecimentos dos seus direitos iguais.
É imperativo mencionar, neste contexto, o tráfico de seres humanos e sobretudo de mulheres que prospera onde as oportunidades de melhorar a própria condição de vida, ou simplesmente de sobreviver, são escassas. Torna-se fácil para o traficante oferecer os próprios "serviços" às vítimas, que muitas vezes não suspeitam minimamente o que deverão enfrentar. Em alguns casos, há mulheres e jovens que são destinadas à exploração no trabalho, quase como escravas, e não raramente também na indústria do sexo. Mesmo não podendo aprofundar aqui a análise das consequências de tal migração, faço minha a condenação já expressa por João Paulo II contra "a difundida cultura hedonista e mercantil que promove a exploração sistemática da sexualidade" (Carta às mulheres, 29 de Junho de 1995, n. 5). Existe um inteiro programa de redenção e de libertação, ao qual os cristãos não se podem subtrair.
No que se refere à outra categoria de migrantes, a dos que pedem asilo e dos refugiados, gostaria de realçar como em geral nos detemos sobre o problema constituído pela sua entrada e não nos interrogamos também sobre as razoes da sua fuga do País de origem. A Igreja olha para todo este mundo de sofrimento e de violência com os olhos de Jesus, que se comovia diante do espectáculo das multidões errantes como ovelhas sem pastor (cf. Mt 9, 36). Esperança, coragem, amor e também "fantasia da caridade" (Carta apost. Novo millennio ineunte, 50) devem inspirar o compromisso necessário, humano e cristão, em socorro destes irmãos e irmãs nos seus sofrimentos. As suas Igrejas de origem não deixarão de mostrar a sua solicitude com o envio de assistentes da mesma língua e cultura, em diálogo de caridade com as Igrejas particulares de acolhimento. À luz dos "sinais dos tempos" de hoje, merece por fim uma atenção particular o fenómeno dos estudantes estrangeiros. O seu número, graças também aos "intercâmbios" entre as várias universidades, especialmente na Europa, registra um crescimento constante, com consequentes problemas também pastorais que a Igreja não pode deixar de atender. Isto é válido de modo especial para os estudantes provenientes dos Países em vias de desenvolvimento, para os quais a experiência universitária pode constituir uma ocasião extraordinária de enriquecimento espiritual.

Vaticano, 18 de Outubro de 2005.
Bento XVI»

quinta-feira, agosto 10, 2006

(post it 16) Factos & Coincidências

Ontem, perante a impassividade hipócrita da comunidade internacional, o Gabinete de Segurança israelita aprovou uma nova fase da ofensiva no Libano, a incursão terrestre das suas tropas até ao rio Litani, a cerca de 30 quilómetros da fronteira, uma decisão que se vai traduzir em mais mortos, feridos, deslocados, destruição.
Hoje, o mundo (ocidental, que é o que importa!...), acordou com um alerta máximo em Lodres e medidas de segurança reforçadas nos Estados Unidos. A polícia britânica diz ter desmantelado uma operação que alegadamente teria como objectivo explodir aviões que fizessem o percurso entre Inglaterra e os EUA em pleno voo. A informação foi confirmada pelo ministro britânico do Interior que esclareceu que esta operação que, segundo algumas fontes, envolveria um «líquido químico», «causaria um considerável número de perda de vidas».
Numa declaração, John Reid clarificou que a polícia efectuou uma «grande operação para acabar com aquilo que pensamos ser uma ameaça maior contra o Reino Unido e os seus parceiros internacionais».
Thank you Mr. Reid, thank you very much! Nem eu nem Israel, jamais esqueceremos o dia em que os Senhores nos salvaram de um ataque com um «líquido químico».
Já vi filmes com argumentos bem menos interessantes. Talvez Michael Moore lhe pegue.


Se calhar a esta hora estão a comentar “este gajo anda a vêr muitos filmes!”. Para além de não ser verdade (não ando a vêr muitos filmes!), deixo-vos duas perguntas: lembram-se duma cimeira nas Lajes? Lembram-se da história “O Pedro e o Lobo”?



Filipe Gomes

quarta-feira, agosto 09, 2006

A Professora Filomena

Volto depois de tanto tempo para dizer uma palavra a uma das pessoas que mais influência tiveram na determinação do meu carácter, da minha personalidade e até da minha vocação: a minha Professora Primária - Maria Filomena Barros Rosa.

Ontem presidi às exéquias de uma Professora Primária das Colmeias. Uma Senhora encantadora. Uma mulher de Amor e de Fé. Ao ver a Igreja repleta de homens e mulheres, jovens e menos jovens, tantos deles ex-alunos desta Professora, comovidos por esta inesntimável 'perda' , entre eles eu mesmo, comovido pelo testemunho de Fé que me deixou esta Mulher nos seus últimos meses de vida, não pude deixar de recordar os quatro anos da minha infância vividos naquela sala de aulas na Escola Primária nº 1 da Ordem, entre 1981 e 1985.

Sem querer menosprezar o mérito de todos os outros Professores Primários, sem dúvida que a Professora Filomena foi a melhor Professora primária que poderia ter tido. Não apenas por aqueles 4 anos, mas por tudo o que vai para além desses quatro anos. Não apenas por aquilo que nos deu dentro das quatro paredes da sala de aulas, mas por tudo aquilo que nos proporcionou além disso, acima de tudo a Amizade.

Recordo com ternura as visitas que, com outras colegas, fazia às aulas da Professora Filomena, eu já aluno no então chamado Ciclo e na Secundária. O lanche que ela partilhava connosco, as suas bolachas, o leite com chocolate, a permissão para ajudarmos os miuditos nas suas tarefas, nos seus desenhos...
A porta da sua sala de aulas nunca se fechou para os seus alunos. Como creio que nunca se fechou o seu coração.

Hoje, neste ano em que perfazem 25 anos sobre a data do meu primeiro dia de aulas, queria dizer-lhe uma palavra apenas: OBRIGADO!
Oxalá que, como eu, os meus colegas se lembrem desta data. Quem sabe possamos nos reunir à porta daquela Escola e saber que rumos traçámos cada um de nós, sabendo que todos partimos dali, tendo como primeiro Mestre, a Professora Filomena.

Para si, Professora Filomena
Um beijo deste muito reconhecido Aluno.

Nélson Araújo
Padre

terça-feira, agosto 08, 2006

Boa Praia



De acordo com o Instituto da Água as quatro praias do concelho, a saber, Pedras Negras, Praia Velha, S. Pedro de Moel e Vieira apresentaram no Verão de 2005 uma excelente qualidade da água que lhes permite exibir, no Verão 2006, o galardão máximo de qualidade. Para além da água, há outros factores que contribuem para essa classificação, a limpeza do areal, a qualidade dos equipamentos de apoio e a salubridade geral das povoações. Espero que em 2007 este galardão se mantenha, é sinal que tudo foi bem preparado e acautelado.



João Paulo Pedrosa

sexta-feira, agosto 04, 2006

Ditosa Pátria

A Assembleia da República aprovou a nova Lei de Financiamento das Autarquias Locais. Esta lei é uma pequena revolução nos mecanismos tradicionais de financiamento das câmaras e juntas de freguesia e representa, na minha opinião, um ganho significativo sob três aspectos fundamentais,
continue a ler aqui


PS - O nosso blogger Osvaldo, que sabe destas coisas com pormenor, informa-me que a Lei das Finanças Locais foi aprovada sim, mas pelo conselho de ministro e não pela Assembleia da República, aqui fica a correcção.



João Paulo Pedrosa