terça-feira, junho 27, 2006

A dinâmica da comunicação social

Ontem, no jornal da sic-notícias da uma da manhã é feito o seguinte directo da maternidade de Barcelos:
Jornalista: Vamos perguntar a esta senhora, que está aqui há muitas horas, qual o motivo do seu protesto.
Senhora: - "Não, não, eu cheguei aqui agora e ainda não fiz nada...".
Jornalista: - "Então entre, entre e vá lá para dentro protestar..."



João Paulo Pedrosa

Um passo em frente

A câmara municipal, ainda que sob a forma de proposta de recomendação, aceitou retirar das mãos do vereador do PSD o dossier respeitante ao "novo mercado municipal". Efectivamente, na reunião de câmara da passada semana, o vereador do PS Álvaro Pereira apresentou uma proposta que preconizava a assumpção por parte do presidente da câmara do dossier do "novo mercado", retirando-o das mãos do vereador da maioria eleito nas listas do PSD que tem sido, como se sabe, o único entrave objectivo a que aquela importante infra-estrutura municipal entre em funcionamento.
Na realidade, o vereador Álvaro Pereira, face à disponibilidade manifestada pelo presidente da câmara, em visita às instalações com os deputados municipais, de encarar a abertura do mercado após execução de pequenas alterações de funcionamento, afirmou que não fazia sentido este assunto continuar nas mãos do vereador do PSD porque, reiteradamente, este vem afirmando que "custe o que custar" não quer o "mercado novo" a funcionar. Por esse facto, ele é, neste momento, o principal obstáculo e o grande entrave à resolução deste processo e à utilização da infra-estrutura municipal por parte de todos os marinhenses.
Na verdade, os deputados e jornalistas que puderam efectuar a visita no âmbito da assembleia municipal, certamente constataram a opinião quase unânime da necessidade de abrir o mercado após pequenas correcções. Restava, portanto, a obstinação do vereador do pelouro que, devido a fortes compromissos eleitorais, teimava em denegrir a todo o instante as condições de funcionalidade do "novo mercado municipal" e a pretender condicionar todos à sua irresponsável obstinação.
Embora tarde (não tarda nada está aí um ano de mandato autárquico), o presidente da câmara percebeu que os compromissos eleitorais do candidato que obteve o pior, repito, o pior resultado de sempre do seu partido no concelho, não podem condicionar para sempre a vontade da esmagadora maioria das opiniões contrárias.



João Paulo Pedrosa

segunda-feira, junho 26, 2006

O jantar-reunião vai ser marcado!

Tal como sugeri,temos de refrescar o nosso Praça Stephens.O meu apelo já deu frutos...o belo texto,como sempre,do Filipe Gomes,é sinal de que os nossos colaboradores começam a reagir(acordar?).
O João Paulo ficou com a incumbência de encontrar uma data apropriada,mas breve...Agora que estamos em cima das 35000 visitas é tempo de fazermos a revisão...
Até para aqueles que fingem ignorar-nos compreenderem de uma vez por todas que o Praça Stephens é um blog aberto,não partidário e multifacetado.
Sim,aborda política,local, nacional e internacional,mas não descura as matérias que mexem com os marinhenses.Daí o futebol...neste momento.
Agora,para que se saiba,nós não nos refugiamos no anonimato, que tem vindo a perverter a net e as suas imensas potencialidades e não fingimos de cómicos,quando não somos possuidores dos dons dos "fedorentos"...e nem adulteramos, ofensivamente, os nomes dos protagonistas marinhenses...respeitamos o direito ao bom nome das pessoas.
Era bom que os blogs se orientassem por um código deontológico...o dos jornalistas serve...mesmo quando os bloggers não o sejam efectivamente...mas que usam um meio de comunicação de massas,isso é indiscutível.


Osvaldo Castro

domingo, junho 25, 2006

A coesão sofrida da nossa Selecção...


Este é o remate para golo, do inevitável Maniche...Deu-nos a passagem às meias finais...
Mas o mais importante talvez resida na capacidade táctica que a equipa portuguesa foi capaz de demonstrar perante a adversidade de um árbitro que não esteve ao nível de ambas as equipas.
A Marinha Grande,tal como no país inteiro,está em festa...os portugueses saúdam os seus heróis de momento.Eles merecem-no indiscutivelmente.
E agora,perante a Inglaterra tudo pode acontecer...Mesmo sem duas peças fundamentais na estrutura da selecção nacional,como Deco e Costinha,os níveis de confiança,depois do jogo de hoje e das suas peripécias,estão seguramente elevados...
Os ingleses que se cuidem!



Osvaldo Castro

sábado, junho 24, 2006

(post it 13) Malmequer, Bemmequer...

malmequer, bemmequer
malmequer, bemmequer
malmequer, bemmequer
Xanana, Alkatiri
malmequer, bemmequer
Lorosai, Loromunu
malmequer, bemmequer
Austrália, Portugal
malmequer, bemmequer
GNR, tropas australianas
malmequer, bemmequer
petróleo, petróleo
malmequer, bemmequer
guerra, paz
malmequer, bemmequer
.
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o mundo não é a preto e branco... mas às vezes parece!...
.
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FG

quarta-feira, junho 21, 2006

A potência de Maniche!


Faltam 5 minutos para arrumar também os mexicanos....
E foi logo nos primeiros 5 minutos que Maniche desferiu o pontapé mortífero que fez inaugurar o marcador....Bom jogo.
Até Domingo,em Nuremberga,venha quem vier...
Que pena Angola,mas parabéns na mesma.



Osvaldo Castro

terça-feira, junho 20, 2006

Fazer Portugal no mundo e em Timor (actualizado)


João Paulo Esperança, natural de Ílhavo, cooperante e professor de português na universidade de Díli casou, no passado dia 10 de Junho, com Fernanda, timorense, natural de Liquiçá. E o futuro é a mestiçagem, já dizia o general De Gaulle.

João Paulo Pedrosa


João Paulo Esperança teve a ambilidade de fazer um comentário aqui no nosso Praça Stephens e, por isso, quero partilhar com os leitores as suas palavras, bem como a sua sugestão de leitura que aproveito para agradecer.

segunda-feira, junho 19, 2006

Timor precisa do apoio de todos!

Para os que se interessam pelas questões de Timor e não tiveram oportunidade de ler o artigo que escrevi, no passado dia 12 de Junho, no "Jornal de Leiria" e publicado na última quinta- feira, aqui fica, tal como remetido para o citado semanário, sempre abusando da paciência dos leitores.
Osvaldo Castro




PONTO DE VISTA
Por: Osvaldo Castro-deputado
osvaldocastro@ps.parlamento.pt



A ONU deve responder positivamente aos apelos de Timor!


O ministro timorense dos Negócios Estrangeiros e da Defesa, Ramos Horta, apresentou hoje perante o Conselho de Segurança das Nações Unidas, por intermédio do embaixador de Timor, uma importante declaração de análise da situação política conflitual existente no seu país e na qual solicitou uma presença mais efectiva e mais representativamente alargada de uma força de paz da ONU em território timorense.
Na aludida intervenção, Ramos Horta destacou igualmente a importância da presença dos soldados portugueses da GNR e a necessidade da sua continuação como força de manutenção da ordem pública na cidade de Dili.
Das declarações de Ramos Horta e da pronta disponibilidade do ministro de Estado e da Administração Interna, António Costa, em alargar o número de missões e do contingente da GNR, no quadro de uma força multilateral sob a coordenação da ONU, bem se poderá concluir que podem estar prestes a ser definitivamente ultrapassadas algumas das disfunções que ocorreram recentemente entre elementos do comando operacional australiano e do comando da força militarizada portuguesa.
Na verdade, a situação de violência ocorrida em Timor nas últimas de semanas precisa de tudo, menos da sobranceria anglo-saxónica dos militares australianos ou da sua explícita intenção de ingerir nos problemas políticos internos, que só os timorenses podem e devem resolver, no quadro democrático das suas instituições e no respeito do quadro legal e constitucional vigente.
O papel dos soldados da GNR, que na fase posterior à independência, se tornou decisivo no relacionamento com as populações e na consequente manutenção da ordem pública, está de novo a revelar-se insubstituível junto dos cidadãos de Timor.
Não apenas porque muitos cumprem no local uma 2ª comissão, mas especialmente porque vários dentre eles conhecem a língua local e sobretudo porque os mais velhos dos timorenses ainda falam o português. Ao que tudo, acresce, obviamente, que as próprias técnicas operacionais por parte de uma força militarizada, habituada a resolver e a intervir em conflitos de proximidade, é sempre bem diferente da acção militar “pura e dura” para que estão preparados os soldados australianos, neo-zelandeses ou malaios. Daí que ninguém possa estranhar a calorosa recepção que o Sub-Agrupamento “Bravo” teve aquando da sua chegada ao território de Timor.
E tudo isso são factores que devem ser considerados muito seriamente pelos membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas, mas também pelas demais forças militares já no terreno.
Que os timorenses e os seus responsáveis políticos patenteiam claramente a importância da presença portuguesa, isso é um dado de facto. Que a circunstância de Portugal estar a ter um papel político de grande prudência na abordagem do conflito interno, esse é também um factor não descartável e que pode contribuir para o rápido regresso da estabilidade política e social em Timor.
É que a representação diplomática e política de Portugal está tão só consubstanciada no escopo de ajudar a que se resolvam os conflitos existentes e a que se alcance a paz. Para os portugueses, os timorenses são um país irmão com uma história de sofrimento comum, não uma zona marítima onde se pode proceder à extracção de petróleo. Ora, infelizmente não é exactamente isso que move algumas das potências hegemónicas da região. Também por isso, a autoridade moral de Portugal e a sua presença no terreno são dados incontornáveis para a salvaguarda e garantia da efectiva independência política do tão martirizado povo de Timor.

domingo, junho 18, 2006

Ao trabalho,caros "bloggers"!

Em tempos de baliza aberta,há que marcar golos...o mesmo é dizer, colocar aqui os "posts" que vêm faltando...
Então,não temos nada a dizer da "excelsa" actividade da Câmara parada? Ninguém está a ver "este faz que anda,mas não anda",ou também foram todos para banhos?
Puxem lá dos computadores e ponham-se a escrever,nem que seja sobre futebol...ou mesmo política nacional,se não gostarem da local...
Como não tenho conhecimento de que qualquer dos colaboradores inscritos renunciou à função,coisa que sem pré-aviso,sempre seria chocante...proponho uma reunião-jantar para discutirmos se "as baldas" são permitidas ou se todos jogam para a equipa.
É que para chegarmos à final temos de estar muito bem preparados e concentrados nas eventuais manobras dos adversários,que embora o desconfessem,estão cada vez mais coligados...para a asneira,está bom de ver!
Isto está a precisar claramente de trabalho e algum "refreshement"...como se vê pelo decréscimo de audiências...portanto,
Ao trabalho,meus caros!



Osvaldo de Castro

A magia de Deco...


Aí vai Portugal em busca da vitória sobre a Argentina ou sobre a Holanda...são os oitavo de final,onde já não estávamos desde os tempos de Eusébio,há 40 anos.
E tudo só possível com a coesão da equipa e com o papel insubstituível destes dois fora de série, o "mágico" Deco e o talentoso Figo...
Uma vez mais Figo assistiu para golo...mas o remate de Deco levava o selo do golo!Este abraço ilustra bem o entendimento entre dois dos principais esteios da selecção nacional...
Sem euforias,com boa gestão do sucesso,com a correcção das falhas defensivas,a selecção nacional pode repetir o sucesso do Euro 2004,isto é, ir até ao mais longe possível...
O jogo com o México pode servir para aperfeiçoar e corrigir...tem de ser tomado a sério,por isso mesmo!



Osvaldo Castro

terça-feira, junho 13, 2006

Quanto ao Mercado,Não adiem mais!

Estive esta noite a visitar o novo Mercado Municipal,a convite da Câmara e do presidente da Assembleia Municipal.Estavam presentes o presidente da Câmara,vários vereadores e um número significativo de deputados municipais.
Confesso,que atento o que por aí se dizia,fiquei deveras surpreendido.É amplo,moderno,funcional e adequado a uma cidade como a Marinha Grande.
Em relação ao velhinho mercado da Resinagem,não deve haver dúvidas,é um grande salto qualitativo.
Sim,parece que falta um monta-cargas,coisa orçada em 50 mil euros,uma ninharia em termos de Orçamento e mais algumas coisas,do tipo arcas frigoríficas,melhor ventilação e alguma atenção em termos de prevenção e segurança.Tudo coisas que contabilizadas não atingem,por certo,os 150 mil euros(?) que a Câmara quer gastar na pintura e recuperação do velho mercado...
Já passaram sete meses e meio desde que a coligação PCP/PSD assumiu o poder.É tempo mais do que suficiente para tomar uma decisão!Empatar,adiar,começa a ser um crime de lesa município,tendo em conta que o investimento está avaliado em 450 mil contos,para falar em moeda antiga...
Estão a ser lesados os consumidores,os vendedores e os comerciantes do Cristal Atrium,a quem foi criada a expectativa de que no novo local funcionaria um mercado de frescos.É demais!
Porque é que a Câmara não segue os dados que tem inscritos na sondagem electrónica que tem no seu site?É bem elucidativa e já lá está há vários meses...
Ou seja,à pergunta"Onde deverá funcionar o Mercado Municipal?",64% dos participantes respondem:"No novo edifício do Cristal Atrium",19%:"Noutro local" e,por fim,16%:"No edifício da Resinagem"...!!!
Sim,vale o que vale,mas,então, porque é que a Câmara não experimenta abrir e mostrar o Mercado novo, à população, durante uma ou duas semanas para medir as eventuais reacções.Basta pôr lá um ou dois funcionários para guiarem as visitas e explicarem o essencial...
Seja como seja,já nada justifica a falta de sentido de estado que o adiamento da decisão revela...
A Câmara tem vindo a adiar coisas de mais...é tempo de arriscar a decisão!
Esta parece-me bem fácil!




Osvaldo de Castro

segunda-feira, junho 12, 2006

O talento do "jovem" Figo...

Foi da imaginação criativa e do talento de Figo que nasceu o único golo português...
Pauleta estava no sítio certo e empurrou para a baliza.Pode parecer pouco,mas a selecção angolana ainda vai causar dissabores a alguns adversários.
Foi um começo auspicioso,embora com muitas "cautelas e caldos de galinha"...Se Figo se mantiver no nível que vem demonstrando e se Deco estiver completamente recuperado,então o Irão que se cuide!




Osvaldo Castro

domingo, junho 04, 2006

Um grande porcaria

foi a expressão utilizada por uma criança de 8 anos para definir as comemorações do Dia Mundial da Criança que a câmara municipal da Marinha Grande organizou. Já tinham reduzido os apoios financeiros na compra de material didáctico para as escolas, já tinham reduzido o ritmo das obras de recuperação dos edifícios escolares e agora, em nome da poupança de algum dinheiro para aplicar em alcatroamentos de travessas e vielas tão ao gosto do capataz do sr. presidente, aniquilaram as comemorações. Na verdade, em vez de jogos lúdicos e de espectáculos de marionetas ou teatro infantil (como sempre se fez), decidiram castigar as crianças, justamente, no seu dia de festa. Prespegaram-lhes com um passeio a pé de alguns quilómetros e, por fim, um espectáculo animado por um tal de Jorge Monte Real, cujo valor didáctico é o de ter sido "artista" de um indigente programa de televisão chamado "circo das celebridades". Vamos longe, vamos...


João Paulo Pedrosa