quarta-feira, maio 31, 2006

A velhinha das maçãs (III)

Já no rés-do-chão é dito o seguinte: "as aves vivas, que fazem muito pó com os movimentos, não podem ficar aqui ao pé do pão e do queijo", resposta pronta de uma bióloga e técnica de segurança alimentar que se encontrava no local, "então, troque-se o espaço do pão e do queijo com o espaço das flores e já não há próximidades entre aves e produtos alimentares".
E as "grandes mazelas" do novo mercado municipal iam prosseguindo...



João Paulo Pedrosa

A velhinha das maçãs (II)

Ainda durante esta visita, o dito vereador dos mercados, prosseguia com denodado empenho a tarefa principal da iniciativa, mostrar a todos aquilo que são as "grandes mazelas" do novo mercado. Assim, a dada altura, afirma com ar grave e sério, "há aqui (na cave) um problema muito grave "! "O que é sr. vereador", pergunta Luís Marques com ar preocupado. "Não foi colocada uma câmara frigorífica", diz com ar de quem acaba de detonar a bomba atómica. Luís Marques olha a imensidão daquela cave onde cabem dezenas de camionetas e automóveis ligeiros e pergunta, - "mas não se pode colocar essa câmara frigorifica neste espaço todo ?".
"Pode", responde o sr vereador, vergastado à mais elementar observação de senso comum.


João Paulo Pedrosa

A velhinha das maçãs (I)

Todos ainda recordarão, por certo, a hilariante descrição da velhinha das maças para justificar a não abertura do novo mercado municipal. Pois ontem, terça-feira, na visita que os membros da assembleia municipal efectuaram a este equipamento, lá tivemos a mesma estória, agora na versão experimental. A dada altura, o vereador com o pelouro dos mercados, Artur Oliveira, transporta nas suas próprias mãos um carro de mercadorias e diz:
-"Sabem, as pessoas que vendem fruta no mercado são um pouco idosas e têm dificuldades em agarrar as caixas da fruta para pôr no carrinho, depois à entrada do elevador a roda do carrinho tranca entre o chão e a entrada e isso é difícil para os mais idosos". Perante a ternura da descrição e a complexidade técnica e de engenharia hidráulica que nos é relatada pela "roda que tranca à entrada do elevador", as pessoas olhavam espantadas umas para as outras e perguntavam-se, então e no actual mercado onde não há carrinhos para transportar maças e têm que vencer degraus e não elevadores, como é que esses idosos fazem ? Ai idosos..., idosos...



João Paulo Pedrosa

segunda-feira, maio 29, 2006

Câmara à beira da implosão

Nunca dei especial atenção aos sucessivos rumores de que as coisas não corriam bem no seio da maioria camarária. Oito meses parece-me ainda muito pouco tempo para aferir clivagens sérias na coligação PCP/PSD e tenho levado, por isso, sempre estes rumores à conta das dificuldades conhecidas em se trabalhar com João Barros Duarte e à total inexperiência (e muita incompetência também) da equipa que o acompanha no executivo (basta ver, por exemplo, que as funções do vereador do PSD são mais as de um capataz ao serviço do sr. presidente do que propriamente as de um vereador eleito).
- Que não, diziam-me convictamente, ele agora ainda está pior, está mais teimoso, não acata as directrizes do partido e há muito boa gente lá dentro a fazer tudo para que ele se vá embora na primeira oportunidade.
Tenho dado, confesso, pouca importância a este tipo de argumentação e aos seus elementos de intriga partidária. Todavia, na sexta-feira passada assisti, em plena reunião de câmara, a uma desautorização total e completa do vice-presidente da câmara como já não assistia desde a votação surrealista do projecto do E.Leclerc, razão que me leva, pois, à cautela, a escrever este texto avisado.
Que João Barros Duarte é uma pessoa com que é difícil trabalhar, toda a gente sabe; Que já não tem a frescura do seu primeiro mandato, também era óbvio; que é um homem de rigor e trabalhador, ninguém tem dúvidas; Que é um homem de pensamento político mais agarrado aos dogmas do passado do que aos desafios do futuro, é também uma evidência que se sente no dia-a-dia. Dito isto, é bom lembrar que foi com estes defeitos e com estas qualidades que ele ganhou as eleições autárquicas, razão pela qual ninguém pode verdadeiramente dizer que estão a ser defraudadas quaisquer tipo de expectativas. Para o bem e para o mal a população do concelho conhecia Barros Duarte e conferiu-lhe, por escassa margem é certo, a vitória. Vitória cujo mérito é inteira e exclusivamente dele!
Portanto, se houver quaisquer veleidades em derrubar o presidente da câmara por via palaciana, o PS exigirá eleições intercalares. É bom que isso fique já claro!
Ninguém pode arrogar-se ao direito de ser presidente da câmara se não tiver sido essa a vontade expressa do eleitorado.



João Paulo Pedrosa

domingo, maio 28, 2006

Ai se fosse petróleo



João Paulo Pedrosa

quarta-feira, maio 17, 2006

Benfica à chegada a Moçambique



João Paulo Pedrosa

segunda-feira, maio 15, 2006

"EL COMANDANTE" Lucho e a "Dobradinha"...


O prometido é devido...aí vai um dos símbolos da multicultaridade dos "Dragões"...esse excelente futebolista argentino que se chama Lucho Gonzalez...
Seria bom sinal se tivéssemos de o enfrentar no mundial da Alemanha...lá para as meias-finais ou mesmo na final...
Quanto à final da Taça...nada mais a dizer,salvo que o excluído Ricardo Quaresma centrou e o ponta de lança encostou a cabeça na bola...
Parabéns ao Vitória de Setúbal que foi um digno vencido.




Osvaldo Castro

terça-feira, maio 09, 2006

Quem com ferros mata

No início do mandato, Barros Duarte, encarou todas solicitações dos munícipes com ligeireza e arrogância. Na assembleia municipal prometeu a todos os que em Dezembro lhe colocaram questões que "as resolvia em quinze dias", passaram quatro meses e as pessoas foram-lhe cobrar a promessa não cumprida. Incapaz de responder e assumir a irresponsabilidade das suas palavras, levantou-se e abandonou a sala. Em trinta anos de poder autárquico é a primeira vez que um presidente de câmara falta ao respeito aos seus eleitos. Isto para quem apregoava ir democratizar as relações da câmara com os cidadãos e iria praticar uma presidência de porta aberta, estamos conversados.


João Paulo Pedrosa