terça-feira, abril 25, 2006

Viver Abril

O 25 de Abril é sobretudo uma prática. Uma prática de liberdade e de respeito pelos que pensam de modo diferente; Uma prática pela cidadania.
Sabemos, há muito, que se o 25 de Abril se esgotasse apenas nas palavras, nunca teria havido verdadeiro sentido no 25 de Abril.


PS - Ontem de manhã uma funcionária da câmara ligou-me para o serviço, era para saber (disse) se confirma a sua presença hoje à noite. Não posso confirmar uma coisa para a qual não fui convidado. Quando cheguei a casa, às 20.30, tinha lá um convite. Nos mandatos em que exerci funções nas área da cultura, fui responsável pelas comemorações do 25 de Abril e havia um gosto e um cuidado em convidar antecipadamente e com deferência todas as forças políticas locais, uma preocupação alicerçada nos valores de Abril e no exemplo de convivência cívica que é necessário cultivar. Pobre 25 de Abril quando te maltratam tantos que te nomeiam.



João Paulo Pedrosa

segunda-feira, abril 24, 2006

SEMPRE, 25 de Abril !





(da pintora Vieira da Silva, com agradecimentos ao Centro de Documentação 25 de Abril-Coimbra)




Osvaldo Castro

domingo, abril 23, 2006

Ontem se ganha,hoje se perde...!


Pois é,caro João Paulo,ontem ganhaste....hoje perdeste!
O Praça Stephens já estava farto de ser inundado por "posts" do tipo vermelho,ainda por cima do tempo dos Beattles(saudosos anos sessenta,quando o Eusébio tocava melhor que o John Lennon...).
Portanto,regressemos à objectividade bloguistica...também deve existir. O que quer dizer,reverenciar os Dragões por mais um título...e ainda faltam duas jornadas!
Portanto joguem lá o título da 2ª circular,que para o ano há mais..."Champions League" e tudo o mais.
E já aviso, quando for da Taça,ponho aqui "El comandante Lucho",tudo em nome do respeito pelas minorias e pela multicultaridade dos Dragões...
Osvaldo Castro

sábado, abril 22, 2006

Para quem tiver paciência para ler...

Já que retomei o trabalho no blog,agora que presumo que o João Paulo vai ter pouco tempo disponível,cá vai um longo(?) texto que saíu publicado no Jornal de Leiria desta semana.Trata das faltas no Parlamento...e da minha opinião sobre um assunto tão badalado.Aqui fica tal como o remeti para o jornal....

PONTO DE VISTA
Por: Osvaldo Castro-deputado
osvaldocastro@ps.parlamento.pt



Dignificar e prestigiar a Assembleia da República,
deve ser a primeira função dos deputados…



"E, no entanto, não foi isso que sucedeu na quarta-feira que antecedeu a Páscoa. A falta às votações, previamente agendadas, de mais de metade dos eleitos é um mau sinal do funcionamento da casa-mãe da democracia. Perante o sucedido, que ninguém se espante que os fautores e apaniguados do populismo anti-parlamentar exultem de alegria e bazófia.
A responsabilidade está, admita-se, nos deputados injustificadamente faltosos, mas também nas direcções parlamentares dos dois partidos maioritários, que não tiveram a presciência de tomar adequadas medidas em dia consabidamente propício para eventuais ausências.
Seja de que modo for, por mais que me esforce por encontrar razões de camaradagem e solidariedade para com os que optaram por prestar um mau serviço à democracia, – inadvertido, admito-o –, em tempos de acrescida sensibilidade popular a certos dislates dos políticos, a verdade é que não consigo vislumbrá-las.
É que todos o sabem, e por maioria de razão, os eleitos, que a Constituição (artigo 159º) e o Regimento da Assembleia da República (artigo 6º) são inequívocos em incluir nos deveres dos deputados os de “comparecer às reuniões do Plenário e das Comissões a que pertençam” e, obviamente, também, os de “ participar nas votações”. Tais afloramentos da importância da função de representação popular, não por acaso, incluem-se no mesmo artigo onde se plasma que é dever dos deputados “Contribuir, pela sua diligência, para a eficácia e o prestígio dos trabalhos da Assembleia e, em geral, para a observância da Constituição.”
É por tudo isto que subscrevo as palavras do Presidente da Assembleia da República no sentido da rigorosa e taxativa aplicação do regimento. O que vale por dizer, declarar como injustificadas as faltas que comprovadamente não estejam abrangidas pelo preceituado no Estatuto dos Deputados em tal matéria e usando a tal propósito uma rigorosa interpretação do preceito.
É que há atitudes e momentos em que ao segundo mais alto dignitário da Nação, o Presidente da A.R., só resta um tipo de opção, o de prestigiar as funções que desempenha e, desse modo, agindo de molde a sublinhar pedagogicamente que os deveres funcionais e de representação dos deputados da república são para ser cumpridos em toda a sua extensão.
Contrariamente ao que vejo por aí insinuado, tenho a certeza que Jaime Gama vai agir neste caso, como noutros momentos da sua longa vida pública, com o sentido de estado que lhe é geralmente reconhecido. Ou seja, não vai pactuar com tentativas de justificações indesculpáveis, que reconheço, uma boa parte dos deputados não usará, mais não fora por respeito à sua consciência e sentido de dever.
E digo-o pelos mais de 35 anos que levo de conhecimento do cidadão e político Jaime Gama, e, sobretudo, pelo contacto pessoal e funcional muito directo que com ele venho mantendo desde a sua eleição para Presidente da Assembleia da República.
É para mim facto indiscutível que o Presidente Jaime Gama tem feito um denodado esforço por prestigiar o Parlamento e valorizar a acção dos parlamentares, quer sugerindo ou tomando, ele próprio, iniciativas que o “virem para o exterior” quer incentivando os presidentes das Comissões e os deputados a organizarem iniciativas abertas aos cidadãos, tudo no sentido de abrir e de aproximar o Parlamento dos cidadãos.
Ora, o episódio das faltas dos deputados vem ao arrepio do estilo de Parlamento que Jaime Gama pretende e preconiza.
É por tudo isso, e em nome do prestígio das instituições, que sei que Jaime Gama não vai hesitar em usar os poderes que o Regimento lhe confere. "

Osvaldo Castro



João Paulo Pedrosa eleito Presidente da Federação do PS em Leiria!

Após uma longa ausência, regresso ao espaço do Praça Stephens e logo para me congratular com o facto de um Amigo e marinhense ter logrado alcançar o lugar cimeiro dos socialistas do distrito de Leiria.
E logo com um resultado de arrasar...70% dos votos expressos,assim superando um histórico da Nazaré,Luís Monterroso.
Creio tratar-se da vitória de uma nova geração de políticos que podem agora reformular a intervenção política e social do PS num distrito onde nunca os socialistas ganharam eleições legislativas ou autárquicas.É uma boa notícia!
Parabéns,João Paulo,mas nunca esqueças que tens um programa a cumprir e com o qual te comprometeste!
Em declarações à Lusa falaste em "política de inclusão de todos os militantes,mesmo daqueles que não te apoiaram".Aplaudo a mãos ambas. E estou seguro que tudo farás por melhorar e corrigir velhos defeitos de funcionamento do partido,mas sempre sabendo que os partidos são meros mediadores entre os cidadãos e os poderes,sejam quais sejam.Tal tem tradução em poucas palavras:Abrir o partido à sociedade civil e a todos os sectores sociais,torná-lo atractivo pelas ideias e pelas actividades,de modo especial, aos jovens e às mulheres.
Um abraço e felicidades!



Osvaldo Castro

quinta-feira, abril 06, 2006

Pérolas das reuniões de câmara 8

Na quarta-feira de manhã, 11.30 h, ligam-me da câmara municipal, pedindo muita desculpa, mas não tinha sido possível entregarem-me o plano de actividades da TUMG (transportes urbanos da marinha grande) dentro dos prazos legais ( 48 horas antes da reunião camarária) mas que era muito importante aprová-lo na quinta-feira. Acedi à justificação e disse que me o fossem colocar em casa na caixa do correio. Quando cheguei à noite a casa não estava lá nada. No dia seguinte, na reunião de câmara, informei disso o presidente. Resposta pronta deste, "era o que faltava, pagar horas extraordinárias a um funcionário para lhe ir entregar documentos".



João Paulo Pedrosa

Pérolas das reuniões de câmara 7

A propósito do Eleclerc o Marinhense pediu uma reunião à câmara. Na presença deles, falou o presidente da câmara e perguntou se alguém mais queria usar da palavra. Eu disse que sim e lá explanei o meu ponto de vista. A seguir o silêncio imperou na sala. Às tantas, um representante do ACM, Fernando Barros, disse, "eu gostava de ouvir o Artur Oliveira uma vez que ele esteve na assembleia geral do marinhense e aprovou o projecto e depois na câmara chumbou-o".
Artur Oliveira: "Eu falo porque não sou hipócrita, na assembleia do marinhense eu estava como municipe (leia-se, em campanha eleitoral) e aqui estou como autarca (leia-se, da CDU embora eleito nas listas do PSD).



João Paulo Pedrosa

Pérolas das reuniões de câmara 6

Aquando da discussão do Eleclerc perguntei ao presidente da câmara, " o que é que tinha a dizer sobre o projecto", respondeu-me, "eu não digo nada!". Virei-me para o vereador responsável pelas infra-estruturas municipais e perguntei, "e o sr Vereador o que tem a dizer sobre esta proposta ? ". Resposta pronta do presidente da câmara, "ele não fala... não fala! não fala e você não o pode obrigar".


João Paulo Pedrosa

Já que simão não marcou

e me impediu de percorrer as ruas do concelho mais o meu amigo Valério a gritar SLB, aqui estou eu a dar contas deste blogue em estado de intermitência.
O Padre Nelson deve estar em retiro espiritual, o Osvaldo anda às voltas com os Costas, o Filipe ganha mais a fazer contabilidade, sobra aqui aquilo que na giria popular é conhecido como "pau para toda a obra".
De facto, no meu partido, à falta de imaginação lá fui eu para mais umas eleições ( tão cedo não me meto em coisa assim...) que me consomem o tempo e a alma. Vamos ver se consigo retomar o diálogo aqui com os leitores.




João Paulo Perdrosa